Media digitais: o milagre da multiplicação dos géneros

  • Clara Almeida Santos Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra / CEIS20
  • Ana Teresa Peixinho Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra / CEIS20

Resumo

Pretende-se, neste artigo, problematizar os géneros jornalísticos no meio digital. Uma leitura atenta do novo ecossistema mediático possibilita que se repense a questão dos géneros desta formação discursiva à luz de processos de reciclagem e de hibridização. Assim, partindo da discussão teórica desencadeada, na segunda metade do século XX, na qual os estudos de Martinez Albertos assumiram um papel seminal, e tendo como referência a produção textual do primeiro medium português assumidamente digital – o Observador – procura-se compreender em que medida as transformações nas rotinas de produção e na disseminação de produtos mediáticos, aceleradas na era digital, implicam também mudanças ao nível dos géneros jornalísticos. Reconhecendo- se que raramente os géneros foram categorias fechadas ou modelos puros, hoje, especialmente, o jornalismo contemporâneo não se compagina com definições estanques, sendo antes meio de cultura para os fenómenos de hibridização já referidos, que tornam qualquer tipologia rapidamente obsoleta. Arrisca-se, assim, focar a atenção em dois fenómenos que conhecem grande vigor no momento atual do estado da arte: as newsletters e os explicadores.

Palavras-chave

Géneros jornalísticos; Media digitais; Newsletters; Explicadores; Hibridização

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Publicado
2018-03-21
Como Citar
SANTOS, Clara Almeida; PEIXINHO, Ana Teresa. Media digitais: o milagre da multiplicação dos géneros. Biblos, [S.l.], n. 3, p. 11-32, mar. 2018. ISSN 2183-7139. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/biblos/article/view/5426>. Acesso em: 11 dez. 2018.
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