Cyberana: uma poética da máquina

  • Ana Marques Gastão Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras de Lisboa (CLEPUL)

Resumo

Construtora de uma máquina-escrita, Ana Hatherly apontava já, na década de 60, a sua mão inteligente para o mundo da robótica. La Fée électricité cedo antecipa o futuro. Os inventos-máquina atraem-na na arte como na ciência. Em O POETA ROBOT H2, segue o rumo das primeiras 39 tisanas, que encenam a marcha da criança até ao robot. O caminho é genesíaco, mas em sentido oposto. O futuro, ligado ao conceito de esperança, foi sempre entendido enquanto rede, pensado pela poeta-ensaísta segundo premissas espinosianas, a partir do presente. Faz-se coexistir passado e futuro num vórtice: quando uma espiral termina, outra começa. A waste land transforma-se em revelação.

Palavras-chave

Futuro; Máquina; Golem-robot; Corpo; Entropia

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Publicado
2018-03-21
Como Citar
GASTÃO, Ana Marques. Cyberana: uma poética da máquina. Biblos, [S.l.], n. 3, p. 101-121, mar. 2018. ISSN 2183-7139. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/biblos/article/view/5433>. Acesso em: 11 dez. 2018.
Edição
Secção
Futuros