O ESPAÇO-TEMPO DO REFÚGIO FORÇADO: OS ALDEAMENTOS COLONIAIS NA FORMAÇÃO DO ESTADO?

  • Tiago Castela Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

Resumo

Em tempos de uma suposta crise de refugiados, é urgente uma genealogia das actuais concepções de refúgio na Europa, examinando como articulam uma racionalidade colonial, elidindo os persistentes circuitos desiguais de trabalho e subjectividade entre estados europeus e territórios historicamente ocupados. O artigo defende que os estudos do ambiente construído podem contribuir para este projecto devido à sua atenção às dimensões do espaço-tempo social de refúgio, relacionando política, desigualdade, e fantasia. Recorda o aldeamento colonial europeu de meados do século passado enquanto espaço de deslocamento forçado que ensaia a relação do estado com o sujeito refugiado, concentrando-se numa revisão da literatura existente sobre o programa de aldeamento colonial português em Moçambique.

Palavras-chave

Refúgio, Europa, Estado, Colonialismo, Aldeamento

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Publicado
2018-12-27
Como Citar
CASTELA, Tiago. O ESPAÇO-TEMPO DO REFÚGIO FORÇADO: OS ALDEAMENTOS COLONIAIS NA FORMAÇÃO DO ESTADO?. Biblos, [S.l.], n. 4, p. 13-30, dez. 2018. ISSN 2183-7139. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/biblos/article/view/6097>. Acesso em: 20 jan. 2019.
Secção
Refúgios