Os "novos” velhos portos: espaços de metamorfose para o capital imobiliário e para o turismo.

  • João Mendes Rocha Neto Universidade de Brasília
  • Edna Maria Furtado

Resumo

Há um cenário que confere cada vez maior centralidade as áreas urbanas, que parecem ser constantemente reestruturadas para dar conta dos interesses das corporações econômicas. Entre as estratégias despontam os projetos de revitalização urbana, que não visam apenas a recuperação de áreas deterioradas, mas viabilizam um conjunto de intervenções voltadas para transformação desses espaços em áreas atrativas para o capital. E para que isso tenha êxito há uma necessidade constante de transformar tais pontos da cidade em grifes, o que requer também um tratamento para torná-las “espetacularizadas” e voltadas para a atividade turística. Nesse contexto os antigos portos adquirem importância, uma vez que se estendem por extensas áreas, próximas ao centro das cidades e, na maior parte das vezes se constituíram em espaços degradados, apartados da economia dos serviços, que caracteriza essas áreas centrais. Foi realizada uma revisão teórica que recorreu a autores de diversos campos de conhecimento, adicionalmente foram feitas consultas a documentos oficiais de planejamento de diversos portos no mundo, a fim de identificar suas estratégias nos projetos de revitalização; houve ainda a utilização de relatórios da Global Property Guide, que analisa os mercados imobiliários de grandes cidades, com a finalidade de verificar o impacto desses grandes projetos no mercado imobiliário, sobretudo na valorização fundiária das suas proximidades.

Palavras-chave

Cidades empresas, Portos, Revitalização, Capitalismo global, Mercado imobiliário

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Publicado
2018-07-26
Como Citar
ROCHA NETO, João Mendes; FURTADO, Edna Maria. Os "novos” velhos portos: espaços de metamorfose para o capital imobiliário e para o turismo.. Cadernos de Geografia, [S.l.], n. 37, p. pp. 43-54, jul. 2018. ISSN 2183-4016. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/cadernosgeografia/article/view/4268>. Acesso em: 14 nov. 2018.
Secção
Artigos