OS CORPOS NA ESCULTURA DO SÉCULO XVI

  • Carla Gonçalves CEAACP / Universidade Aberta

Resumo

Estabelecemos, como objecto de trabalho para este workshop, um problema metodológico: como estudar
o corpo na escultura do século XVI. Para responder a esta interrogação de cariz processual partamos de
um conjunto de perguntas que abrem caminho para a determinação de hipóteses de trabalho que nos
importam, e às quais tentaremos, depois desta exposição, responder: a) Haverá um corpo para a Idade
Moderna? Havendo, que corpo será esse (mundial, europeu, peninsular, português)? b) A representação
do corpo durante a Idade Moderna espelha o que o Homem vê, ou o que o Homem quer ver? c) A
representação do corpo na Idade Moderna espelha a realidade ou a utopia? Trata-se, efectivamente, de
um corpo-realidade ou de um corpo-ficção? d) O que diz o corpo (mãos, rostos, poses, expressão corporal,
gestualidade) na escultura do século XVI? e) Antevê-se algum género de manipulação artística do corpo
ao serviço da conjuntura epocal? f) A escultura consubstancia uma boa fonte documental para aferir sobre
o que é o corpo para cada momento histórico? g) A pergunta que inicia este conjunto de reflexões é a
mesma que encerra este elenco geral: o que me diz o teu corpo?

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2015-04-14
Como Citar
GONÇALVES, Carla. OS CORPOS NA ESCULTURA DO SÉCULO XVI. digitAR - Revista Digital de Arqueologia, Arquitectura e Artes, [S.l.], n. 2, p. 52-63, abr. 2015. ISSN 2182-844X. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/digitar/article/view/2230>. Acesso em: 22 out. 2017.
Secção
I - Corpo: realidade(s) e utopias

Palavras-chave

o corpo através da imagem; a anatomia no século XVI