• Learning from Modern Utopias
    n. 7 (2016)

    With the crisis of modernism, modernist utopias came to be seen as the cause of the fragmentation, suburbanization and dehumanization of the city and as a tool in the hands of real estate speculation. However, modernist utopias were critical visions committed to social, humanist and technical research for the improvement of living conditions in the industrialized city.

    On the one hand, one cannot deny the modernista attempts to reconcile the urban predicaments raised anew by the industrialization process and the creation of a new, post-industrial social condition. On the other hand, it can be argued that the problems the contemporary city has to deal with have much in common with those that gave rise to the modernist utopias: bigness and high density, circulation and
    traffic congestion, public health and social changes, cultural identity and technological development, capitalist profit and corporate power. It is therefore to be expected that links should be found between those utopias and contemporary strategies of urban design. The challenge launched by Joelho for this issue aims at exploring these links.

    Contributions reflect the contemporary belief in the improvement of the existing urban systems rather than in the creation of a completely new order, as was the case of the urban utopias of the 1920s and 1930s. They broadly follow two trends of the postmodern critique of the Modern Movement. One trend deals with the return to the values of the traditional city, promoting the regeneration of the urban tissue as a continuous urban fabric; the other with the impossibility of this return, seeing the process of fragmentation rooted in nineteenth-century industrialization as an inevitability. Contradiction is only apparent, however. Both trends find their pertinence in the diversity of contexts of the contemporary city. In fact, if there is one word that characterizes the contemporary situation of urban design
    and the theoretical debate around it, it is diversity. Diversity of social, cultural, economic and physical contexts requires different ways of looking at and diverse answers to the contemporary city.

  • A Questão do Património
    n. 6 (2015)
    Formada em 2010, a Rede PHI Património Histórico+Cultural
    Ibero-americano é uma rede internacional que a partir da
    divulgação digital da investigação realizada por estudantes
    e docentes propõe uma actuação estratégica, diagnóstico,
    reflexão e proposta, sobre este legado comum.
    A Universidade de Coimbra, através do Departamento
    de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia,
    é uma das universidades fundadoras desta Rede que
    integra a Universidade Politécnica de Madrid (Espanha),
    a Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil), a
    Universidade Nacional Autónoma (México), a Universidade
    Nacional del Litoral (Argentina), a Pontifícia Católica (Perú),
    a Universidade Pontifícia Javeriana de Bogotá (Colômbia),
    a Universidade de Valparaiso (Chile) e virá também a integrar
    a Universidade de Nápoles (Itália), a Universidade de San
    Carlos (Guatemala) e a Universidade da República (Uruguai).
    É objetivo desta rede o desenvolvimento de um sistema
    inovador de informação para a catalogação e divulgação
    do património, enquanto instrumento de pesquisa e
    de ajuda na tomada de decisões dos principais agentes
    de cooperação e das instituições públicas ou privadas
    interessadas em programas de investimento no campo
    da reabilitação, conservação e proteção do património.
    Num seminário que decorreu, em Coimbra, no dia 28
    de Abril de 2014, na Casa da Escrita, teve lugar a fundação
    da Rede PHI Portugal, com a participação da Escola de
    Arquitetura da Universidade do Minho, da Faculdade de
    Arquitetura da Universidade do Porto, da Escola Superior
    Artística do Porto, do Curso de Arquitetura do ISCTE-IUL
    e do Departamento de Arquitetura do Instituto Superior
    Técnico. A Rede PHI Portugal irá promover o debate nas
    escolas e centros de investigação sobre o património
    português, particularmente o que incide no quadro da
    cultura Ibero-Americana, com vista à participação na Rede
    PHI internacional.
    Em Novembro de 2015, o Departamento de Arquitetura
    da FCTUC organizou uma Reunião Internacional da Rede
    PHI, que teve lugar em Coimbra nos dias 18, 19 e 20.
    Foi um evento que integrou uma reunião interna da Rede
    e um encontro público que incidiu sobre a diversidade cultural
    de perspectivas sobre a intervenção em património, contando
    com a importante presença de professores provenientes
    das referidas universidades internacionais e nacionais.
    Ambos os acontecimentos, o de Abril e o de Novembro,
    são agora retratados neste número da JOELHO – Revista
    de Cultura Arquitetónica.
    Neste quadro, decidimos lançar um call for papers,
    cujos resultados agora se publicam, dedicado à “questão
    do património”.
    O património, a sua reabilitação/preservação/destruição,
    transformou-se numa questão central do nosso tempo. Mas
    de que falamos, quando falamos de património?
    Na última década, o conceito-ação Paisagem Urbana
    Histórica tem sido o centro deste debate, defendendo-se
    que a mudança é uma característica inerente da condição
    urbana e que os bens patrimonializados devem ser objeto
    de uma gestão integrada visando um desenvolvimento
    sustentável e não apenas sujeitos a medidas de proteção
    e controlo da sua transformação.
    No quadro da cultura ibero-americana, esta abordagem
    integrada do património é enriquecida com uma história
    comum a realidades geoculturais muito distintas, que
    oferece um amplo campo de estudo e debate.
    Neste número da JOELHO publicam-se contributos que
    abordam esta questão nos seus múltiplos desdobramentos,
    a partir da identificação de casos de estudo, de métodos e
    de práticas de investigação e de intervenção, estabelecendo
    leituras prospectivas deste problema.
    A revista integra ainda a exposição Repúblicas:
    Arquitetura, Universidade e Cidade que apresenta os
    trabalhos desenvolvidos no Workshop internacional de
    Arquitetura sobre Alojamento Estudantil e Reabilitação
    Urbana, realizado no âmbito da Reunião da Rede PHI
    Portugal e das disciplinas de Projeto IV e Projeto Urbano
    I do Mestrado Integrado em Arquitetura da Universidade
    de Coimbra. Envolveu-se assim, diretamente os estudantes
    no debate promovido pela rede, a partir de uma reflexão
    prospectiva sobre um dos maiores legados da Universidade
    e da Cidade de Coimbra, as Repúblicas. Esta forma de
    alojamento tem sido um espaço de aprendizagem e também
    um construtor de uma cidade mais inclusiva.
    A questão do património não tem respostas fáceis nem
    óbvias. Este número da Joelho pretende deixar a questão
    em aberto, através de contributos diversos, onde a história
    e a cultura ibero-americana são as protagonistas. A fotografia
    de Maçãs de Carvalho que acompanha a capa, representa
    essa capacidade reflexiva de olharmos para nós próprios
    a meio de um salto.
  • Digital Alberti: Tradition and innovation
    n. 5 (2014)

    Digital Alberti brings the architect who personalizes the architecture culture, Leon Battista Alberti, to the contemporaneity where the digital is one of its icons. Somehow, we think that Digital Alberti is also a good metaphor to Joelho and its role in the academic journals scene — a place where the classical and post modernist architectural culture meet.

    Digital Alberti and Joelho, as well as DARQ, are also together on the trends for a humanistic approach to architecture, combining design with an intellectual attitude.

  • Ensinar pelo Projecto
    n. 4 (2013)

    A JOELHO 4, com o tema "Ensinar pelo Projeto", tem como objetivo debater os caminhos que têm sido trilhados pelo primeiro e segundo ciclo de estudos, e perspetivar formas de melhoria desse ensino considerando quatro questões:

    1. identificação de métodos de projeto e de experiências de ensino sobretudo de Projeto de Arquitetura,
    2. definir o papel concreto que cada ano curricular da disciplina de Projeto, como disciplina de síntese de conteúdos, deverá ter em cada ciclo de estudos.
    3. estabelecimento de algumas balizas conceptuais que permitam configurar as aptidões que no final de cada ciclo de ensino os alunos deverão ter,
    4. refletir sobre a articulação entre os dois primeiros ciclos e a sua continuidade quer com a vida profissional quer com o 3º ciclo.
  • Viagem-Memória: Aprendizagens de Arquitectura
    n. 3 (2012)
    Sob os tópicos da Viagem e da Aprendizagem, conjugados em articulação com o princípio de valorização da Memória na avaliação dos factores do presente bem como na construção das ideias para o futuro, se organiza um bloco de reflexões sobre a história de uma escola e de um ensino que pretende ir mais além de testemunho do tempo, abrindo caminho à compreensão do que foram as motivações pedagógicas na montagem de um programa de ensino da arquitectura como disciplina de carácter mais artístico que humanista, mais humanista que técnica, mais técnica que praticista, mas que se assume como prática ao serviço do Homem enquanto ser social. Portanto, uma disciplina de construção cultural.  

    O número 3 da revista JOELHO integra, de forma substancial,o registo do que foram algumas das iniciativas do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra para comemorar os vinte anos da sua entrada em funcionamento pleno, o que teve lugar há cerca de dois anos, ao longo do ano lectivo 2009/2010. Não é fácil determinar uma data ou acontecimento preciso que determine o nascimento de uma escola como esta. Se o momento da ideia, o despacho reitoral com aval de ministro, a gestação embrionária ou o primeiro dia de aulas. A direcção do DARQ entendeu por bem escolher como referência aquele ano, homenageando o momento da chegada de Fernando Távora como referência à matriz de ensino que o nosso mestre em arquitectura e sempre lembrado professor das novas gerações. O projecto era promover três exposições no sentido de fixar três documentos capazes de fixar as referências pedogógicas que estão na origem do que é hoje a Escola de Coimbra. Infelizmente as circunstâncias não permitiram realizar a grande exposição didáctica da obra de Fernando Távora e só a parte do plano inicialmente elaborado que foi então possível concretizar, passa a estar aqui documentado.

    A reprodução integral dos paineis de duas exposições constitui o fulcro à volta do qual gira a conteúdo deste número de JOELHO. Mas, como revista que se quer imbuída de espírito científico e conta com uma comissão de avaliação de artigos submetidos a um “call for papers” sobre temas relacionados com os processos de ensino-aprendizagem da Arquitectura, onde a Viagem e a Memória constituiram motivações de investigação, publicam-se textos marcados pela diversidade de temas e pontos de vista dos respectivos autores, o que se espera possa contribuir para uma leitura mais aberta da problemática enunciada.

    Alexandre Alves Costa e Domingos Tavares

  • Intersecções: Antropologia e Arquitectura
    n. 2 (2011)

    Antropologia e Arquitectura: Modernismo e Crítica.

     

    O presente número da revista Joelho edita as comunicações apresentadas no Colóquio Internacional “Intersecções: antropologia e arquitectura / Crisscrossing Anthropology and Architecture”, inserido nos Colóquios de Outono promovidos pela Reitora da Universidade de Coimbra, e que tiveram lugar no auditório da Reitoria, em duas sessões, nos dias 23 e 24 de Novembro de 2009; para além das comunicações, edita-se ainda o debate que decorreu após as sessões e um conjunto de comentários, realizados posteriormente, que enquadram e abrem perspectivas sobre o colóquio e suas comunicações.

     

    Os convites endereçados aos conferencistas, que naturalmente incluíam arquitectos e antropólogos, procurava o registo de duas práticas projectuais e etnográficas; uma, que poderemos designar de moderna, via na acção ou intervenção sobre o real o seu campo de acção; outra, que poderemos designar de crítica, procurava a desmontagem das apropriações recíprocas dos discursos; desta forma, os colóquios mais que um ponto de situação sobre a actualidade procuravam constituir-se como um ponto de partida, ou um ponto a partir do qual se poderia iniciar um debate sobre os cruzamentos disciplinares; o registo disso mesmo se poderá ler na transcrição dos debates que se seguiram à apresentação das comunicações.

     

    Coordenação

    Paulo Providência

    Sandra Xavier

    Luís Quintais

  • Mulheres na Arquitectura
    n. 1 (2010)

    O objectivo da JOELHO 1 - Mulheres na Arquitectura é constatar, analisar e comemorar a crescente presença da mulher na Universidade e, em particular, na disciplina de Arquitectura. Este é um facto público, e desenha uma nova ordem na prática disciplinar: a quantitativa e qualitativa presença da mulher poderá renovar a relação da arquitectura com a sociedade portuguesa no contexto contemporâneo?

    Sendo escasso o reconhecimento da mulher na história da arquitectura portuguesa, também por ser relativamente escassa a sua presença, constata-se a gradual alteração que tem ocorrido nos últimos anos. Este projecto tem como objectivo fazer uma recapitulação da presença da mulher na história da arquitectura do século XX; apresentar o trabalho de arquitectas recém-formadas como testemunho dessa presença e vitalidade; e debater a presença pública e a contribuição da mulher em diversas planos – arquitectura, história, crítica, investigação. Para lá da comunidade académica, este projecto visa também intervenientes e um público mais alargado, por abordar a questão do papel da mulher na sociedade contemporânea.

     

    Coordenação

    Jorge Figueira

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