Avaliação da ideação delirante: Uma revisão narrativa dos instrumentos de autorresposta

  • Maria João Martins Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Serviço de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
  • Paula Castilho Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.
  • Célia Barreto-Carvalho Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores.
  • Ana Telma Pereira Serviço de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
  • Filipa Tróia Unidade de Intervenção Comunitária do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar do Baixo Vouga.
  • Ondina Matos Unidade de Intervenção Comunitária do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar do Baixo Vouga.
  • Prazeres Santos Unidade de Intervenção Comunitária do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar do Baixo Vouga.
  • Tiago Santos Unidade de Intervenção Comunitária do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar do Baixo Vouga.
  • António Macedo Serviço de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Resumo

As perspetivas dos pacientes acerca das suas próprias dificuldades, sintomas e objetivos (relacionados com a sua saúde e outras áreas) são de extrema importância para as intervenções, principalmente tendo em conta modelos recentes baseados na recuperação (no original recovery) das perturbações psicóticas. Cada vez mais os instrumentos de autorresposta têm sido estudados, sendo que vários autores têm defendido a sua validade, fiabilidade e utilidade clínica para pessoas com o diagnóstico de uma perturbação psicótica. Este estudo teve como objetivo rever e analisar
de forma crítica os instrumentos de autorresposta existentes para a avaliação da ideação delirante. Quatro instrumentos preencheram os critérios de inclusão: a escala de características dos delírios (Characteristics of Delusions Rating Scale), a escala de avaliação das crenças (Beliefs Rating Scale), o inventário de delírios de Peters (Peters Delusions Inventory) e a escala de convicção nas ideias delirantes (Conviction of Delusional Beliefs Scale). Todas as escalas avaliam as ideias delirantes de uma perspetiva multidimensional e todas apresentam propriedades psicométricas adequadas. No
entanto elevada variablidade foi encontrada entre os estudos. O refinar dos estudos psicométricos destes instrumentos (principalmente o investimento em análises de estrutura factorial, fiabilidade e acuidade diagnóstica) e o desenvolvimento de novos instrumentos focados no coping com os delírios são áreas de investigação de interesse para o futuro.

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Publicado
2017-04-06
Como Citar
MARTINS, Maria João et al. Avaliação da ideação delirante: Uma revisão narrativa dos instrumentos de autorresposta. Psychologica, [S.l.], p. 61-81, abr. 2017. ISSN 1647-8606. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/psychologica/article/view/4123>. Acesso em: 14 dez. 2017.
Secção
Articles

Palavras-chave

avaliação; delírios; psicose; instrumentos de autorresposta