FUGACIDADE E FIXAÇÃO DO ERÓTICO – PARA UMA LEITURA DE OS MATERIAIS DO AMOR SEGUIDO DE O DESAFIO À TRISTEZA DE EDUARDO WHITE

  • Miguel Filipe Mochila Universidade de Lisboa

Resumo

A obra de Eduardo White em análise, portadora de uma narratividade, tematiza uma certa não coincidência do homem consigo mesmo que induz um projeto iniciático de demanda da identificação ipse-idem. Entre o nada concreto e o tudo projetado surge a dificuldade em fixar um valor. Para lograr a união do eu a si (do ideal ao real), o sujeito deseja as ligações (amorosas/sexuais) que lhe permitam resolver as dualidades que assinalam a sua existência (vida/morte, masculino/feminino, eu/outro). Numa procura do espaço topofílico, emerge o feminino como figura de mediação na recriação familiar, pela confluência de maternalidade e genitalidade. No entanto, a possível euforia do instante do encontro erótico é eliminada pela mobilidade própria da figura feminina que contraria o desejo de fixação da plenitude de dito erótico.

Palavras-chave

erotismo, topofílico, feminino, genitalidade, maternalidade

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Publicado
2017-06-19
Como Citar
MOCHILA, Miguel Filipe. FUGACIDADE E FIXAÇÃO DO ERÓTICO – PARA UMA LEITURA DE OS MATERIAIS DO AMOR SEGUIDO DE O DESAFIO À TRISTEZA DE EDUARDO WHITE. Revista de Estudos Literários, [S.l.], v. 5, p. 327-344, jun. 2017. ISSN 2183-847X. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/rel/article/view/4301>. Acesso em: 24 out. 2017.