“GRAVATAS DE COR PARTICULAR” – COMPROMISSO POLÍTICO EM ESAÚ E JACÓ DE MACHADO DE ASSIS

  • Luciana Namorato Indiana University

Resumo

Não é tarefa simples definir a interseção entre literatura e política na ficção de Machado de Assis. Diferentes críticos têm interpretado de modo distinto o grau e a natureza da participação política do escritor brasileiro em seus contos, romances e crônicas. Partindo de uma revisão da fortuna crítica sobre a visão política de Machado, proponho que o autor registra seu envolvimento político de forma com frequência indireta. Neste ensaio, focalizo o romance Esaú e Jacó. Argumento que os inúmeros comentários metaficcionais presentes nesta obra se aplicam não somente à narrativa ficcional, mas consistem também em comentários disfarçados sobre a natureza da política, uma vez que servem para ressaltar o caráter parcial e subjetivo dos discursos políticos. Em seguida, analiso os protagonistas do romance, os gêmeos Pedro e Paulo, como símbolos da essência paradoxal do ser humano e, por extensão, da instabilidade da opinião política dos indivíduos.

Palavras-chave

Machado de Assis, política, Esaú e Jacó, século XIX, metaficção, Império, República

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Publicado
2017-12-27
Como Citar
NAMORATO, Luciana. “GRAVATAS DE COR PARTICULAR” – COMPROMISSO POLÍTICO EM ESAÚ E JACÓ DE MACHADO DE ASSIS. Revista de Estudos Literários, [S.l.], v. 6, p. 177-199, dez. 2017. ISSN 2183-847X. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/rel/article/view/4887>. Acesso em: 23 jun. 2018.