MACHADO DE ASSIS E O ECO FONOGRÁFICO

  • Marília Librandi-Rocha Stanford University

Resumo

Esse ensaio analisa a imbricação entre morte e nascimento na estrutura do romance de Machado de Assis, e indaga sobre a relação da escuta com a morte na forma inaugural de Memórias póstumas de Brás Cubas. Qual a relação entre a escrita da morte (“memórias póstumas”) e a escuta da vida ou entre a escrita da vida (autobiografia) e a escuta da morte, que compõem a revolução estética de Memórias póstumas? Para responder, estabeleço uma analogia entre o surgimento simultâneo desse romance, em 1880/1881, e o aparecer das novas tecnologias na mesma década, em especial aquela que desde seu anúncio mais se aproxima da morte – o fonógrafo, patenteado por Thomas Edison em 1877. A partir dessa coincidência histórica, indaga-se se seria possível ler Memórias póstumas de Brás Cubas como um “romance-fonógrafo”?

Palavras-chave

Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas, fonógrafo, estudos de som e literatura

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Publicado
2017-12-27
Como Citar
LIBRANDI-ROCHA, Marília. MACHADO DE ASSIS E O ECO FONOGRÁFICO. Revista de Estudos Literários, [S.l.], v. 6, p. 263-285, dez. 2017. ISSN 2183-847X. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/rel/article/view/4890>. Acesso em: 23 jun. 2018.