As contas da Inquisição portuguesa: o exemplo dos tribunais de Évora e Lisboa (1701-1755)

  • Bruno Lopes Universidade de Évora – CIDEHUS; Universidade do Porto – CITCEM

Resumo

A partir dos relatórios de contas, elaborados anualmente por cada Mesa da Inquisição no ato de prestar contas ao Conselho Geral do Santo Ofício, pretende-se esboçar, com este trabalho, uma análise comparativa da estrutura das receitas dos tribunais de Évora e de Lisboa. Será alvo de estudo a composição das receitas inquisitoriais afetas aos tribunais, na primeira metade do século XVIII, dando ênfase a uma questão central:
em que medida o confisco de bens aos sentenciados pela Inquisição contribuía para a subsistência financeira do Santo Ofício? A historiografia tem sugerido que a Inquisição contribuía com réditos financeiros para o equilíbrio das contas públicas e ao mesmo tempo autofinanciava-se a partir daqui. Há casos pontuais em que a primeira situação se verificou, sendo que o enfoque central deste trabalho não reside aqui. Não se sabe,
contudo, em que medida o confisco era importante para a vida saudável dos cofres inquisitoriais. Importará, assim, analisar a composição global das rendas afetas aos tribunais, com o objetivo de compreender qual o peso do fisco.

https://doi.org/10.14195/1645-2259_16_9

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Publicado
2016-12-30
Como Citar
LOPES, Bruno. As contas da Inquisição portuguesa: o exemplo dos tribunais de Évora e Lisboa (1701-1755). Revista de História da Sociedade e da Cultura, [S.l.], v. 16, p. 189-215, dez. 2016. ISSN 2183-8615. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/rhsc/article/view/3971>. Acesso em: 16 dez. 2017.
Secção
Artigos

Palavras-chave

Inquisição portuguesa; finanças; fisco; rendimentos eclesiásticos; tabaco