https://impactum-journals.uc.pt/digitar/issue/feeddigitAR - Revista Digital de Arqueologia, Arquitectura e Artes2020-09-03T11:25:23+01:00CEAACPceaucp@ci.uc.ptOpen Journal Systems<p>A <strong>digitAR - Revista Digital de Arqueologia, Arquitectura e Artes</strong> é a revista do Centro de Estudos em Arqueologia, Arte e Ciências do Património e tem como objectivo principal promover e divulgar a actividade científica desta Unidade de Investigação e de todos os investigadores que desejem promover o diálogo intelectual e a disseminação do seu trabalho para a sociedade.</p> <p>A sua missão é constituir-se como um espaço de partilha do conhecimento científico contribuindo para o desenvolvimento e divulgação da investigação científica na área da Arqueologia, História de Arte e Ciências do Património, não descurando no entanto todas as outras formas de saber das sociedades e humanidades.</p>https://impactum-journals.uc.pt/digitar/article/view/_EX2_15JOÃO DE RUÃO E A CASA DA ESCULTURA DA RENASCENÇA EM PORTUGAL MUSEALIZAÇÃO DE UMA OBRA SINGULAR2020-09-03T11:25:19+01:00Pedro Ferrãopedroferrao@mnmc.dgpc.pt<div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>Entre obras documentadas e outras atribuídas a João de Ruão, o Museu Nacional de Machado de Castro tem, à sua guarda, um número muito significativo da sua extensa produção artística. Com diferentes proveniências, quase todas de Coimbra e da sua região, as peças apresentam várias tipologias, desde a singular e colossal edificação arquitetónica da denominada “Capela do Tesoureiro”, passando por diversas esculturas de vulto, avulsas, e conjuntos escultóricos em relevo, inseridos em pequenos e grandes formatos retabulares. Ao longo de mais de cem anos, e de acordo com diferentes conceções museográficas, o Museu transformou-se, a partir da obra de João de Ruão, na verdadeira “casa” da escultura renascentista em Portugal.</p> </div> </div> </div> </div>2020-03-26T17:54:13+00:00##submission.copyrightStatement##https://impactum-journals.uc.pt/digitar/article/view/_EX2_14“DAMIANO DI RUAN” ARCHITETTO PORTOGHESE IN ITALIA E LA CASAMATTA DI TORINO2020-09-03T11:25:20+01:00Giuseppe Bertinigbbertini@libero.it<div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>Un architetto portoghese, Damiano di Roan, fu inviato a Parma da Don Duarte alla sorella Maria che era sposata al principe Alessandro Farnese affinché potesse progredire nell'arte delle fortificazioni. Fu inviato ad Ancona presso Francesco Paciotto e successivamente a Torino presso Ferrante Vitelli che lavorava alla Cittadella. Nel 1575 in seguito ad un litigio, in cui intervenne anche il duca Emanuele Filiberto di Savoia, venne rinviato a Parma. I principi Farnese non lo vollero trattenere e decisero di mandarlo a Roma. Non si conosce la sorte dell'architetto, che è del tutto ignorato dai documenti degli archivi portoghesi.</p> </div> </div> </div> </div>2020-03-26T17:51:51+00:00##submission.copyrightStatement##https://impactum-journals.uc.pt/digitar/article/view/_EX2_13GEOMETRIA, PERSPECTIVA E REPRESENTAÇÃO EM JOÃO DE RUÃO2020-09-03T11:25:21+01:00Maria Craveiromlacraveiro@gmail.com<div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>A grande diferença entre os procedimentos medievais e modernos reside sobretudo na captação de um carácter científico que se avoluma a partir da construção e divulgação dos textos que fundam na Antiguidade o pilar do conhecimento e de uma atitude que passará a nortear a encomenda e a produção oficinal. Sobretudo a partir do século XV, a literatura que iria formatar a produção artística e tornar-se a ferramenta imprescindível para execução do trabalho funcionaria também como indicador de erudição e, consequentemente, como ingrediente vital para a conquista do estatuto social do artista, colado ao conhecimento. O domínio da matemática, da geometria, das regras da perspectiva e da proporção, aliadas à perícia no tratamento de anatomias e paisagens dentro da consciência iconográfica da representação religiosa, faria assim o êxito de uma produção oficinal com maior ou menor capacidade de implantação no mercado laico e eclesiástico.</p> <p>É neste universo científico, extraído de referências múltiplas, que opera João de Ruão. As suas composições retabulares, invocando sempre a presença da arquitetura na formulação de uma atmosfera ideal, dirigem-se tanto à obediência da iconografia religiosa, como ao rigor da construção matemática e geométrica na ordenação compositiva, como ao equilíbrio de uma representação que tem por missão a sondagem ao papel do humano na sua relação com Deus. O retábulo da Misericórdia de Coimbra (MNMC) oferece exatamente essa dimensão relacional que, neste caso concreto e de forma inusitada, se transmuta, pervertendo a leitura e a compreensão do ciclo teológico aqui em causa.</p> </div> </div> </div> </div>2020-03-26T17:49:37+00:00##submission.copyrightStatement##https://impactum-journals.uc.pt/digitar/article/view/_EX2_12A GENEALOGIA EUCLIDIANA DAS COMPOSIÇÕES ESCULTÓRICAS DE JOÃO DE RUÃO.2020-09-03T11:25:22+01:00Francisco Henriquesfxhenriques@gmail.com<div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>Ativo participante do seu zeitgeist, erudito, culto e esclarecido, dotado de singular sensibilidade artística e mestria escultórica, João de Ruão evidencia na sua obra conhecimentos notáveis na aplicação da ciência geométrica euclidiana.<br>O presente texto analisa e clarifica os fundamentos geométricos apriorísticos da génese compositiva da obra de João de Ruão, e a sagaz articulação destes mecanismos de significação – por adequação dos diferentes elementos estruturais e figurativos das suas organizações compositivas – para composição de notáveis discursos imbuídos de vívida significação espiritual.</p> </div> </div> </div> </div>2020-03-26T17:47:12+00:00##submission.copyrightStatement##https://impactum-journals.uc.pt/digitar/article/view/_EX2_11AS ABÓBADAS DE CAIXOTÕES NA ARQUITETURA PORTUGUESA DO SÉCULO XVI E O CONTRIBUTO DE JOÃO DE RUÃO2020-09-03T11:25:23+01:00Rui Loborlobo@uc.pt<div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>No Renascimento, o emprego de arcos quartelados e de abóbadas de caixotões constituiu um recurso marcante na arte e na arquitetura, dada a sua associação sugestiva à arte e arquitetura romanas. Em Coimbra, João de Ruão será um personagem fundamental na divulgação destes novos elementos formais no âmbito da produção de peças de arquitetura específicas. Na sua senda, Diogo de Castilho irá aplicar abóbadas de caixotões nas igrejas dos novos colégios (Graça, S. Jerónimo) afirmando a cidade do Mondego como um importante foco da arquitetura portuguesa do Renascimento. Uma questão importante será a definição de uma formulação “canónica” para essas abóbadas que tenderão (em finais do século XVI) para a conformação de um número ímpar de fiadas, com a afirmação de uma cadeia central de caixotões – uma evolução que replicava o que sucedera em outros contextos artísticos, mais “centrais”, da Europa, como a própria Itália.</p> </div> </div> </div> </div>2020-03-26T17:43:28+00:00##submission.copyrightStatement##