https://impactum-journals.uc.pt/estudossecxx/issue/feedRevista Estudos do Século XX2026-02-23T21:49:45+00:00José Oliveira Martinspublicacoes.ceis20@uc.ptOpen Journal Systems<p class="" data-start="50" data-end="635">Estudos do Século XX / <em data-start="75" data-end="102">Twentieth Century Studies</em> (TCS), publicada pelo CEIS20 – centro de investigação recentemente avaliado como Excelente pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) – é uma revista internacional anual, com revisão por pares, que se dedica aos processos de memória, teoria e representação do século XX. A revista pretende abrir um campo de estudos sobre o século passado, definido aqui não tanto como um período histórico, mas antes como um lugar de memória e património, um objeto de representação literária e artística, e um conceito político e teórico.</p> <p class="" data-start="637" data-end="955">Nesta perspetiva, a revista constitui um fórum de discussão sobre as formas como o presente, no século XXI, se situa e se define em relação ao passado recente, nomeadamente através dos debates em curso sobre a periodização da história contemporânea e da emergência de novas fontes, arquivos e mediações históricas.</p> <p class="" data-start="50" data-end="429">A Revista aceita artigos com uma forte vertente interdisciplinar, provenientes de uma ampla gama de abordagens que incluem (mas não se limitam a) história e memória, história da arte, estudos culturais, literatura, filosofia, estudos dos media, pedagogia, humanidades digitais, economia, ciências sociais, clima e ambiente, ciências e tecnologia, estudos urbanos e mobilidades.</p> <p class="" data-start="431" data-end="519">Os artigos podem ser submetidos em inglês, português, francês, italiano ou espanhol.</p>https://impactum-journals.uc.pt/estudossecxx/article/view/17987Inequality as Path Filtration: A Formal Theory of Spatial Freedom, Distortion, and the Structural Mechanics of Social Exclusion2026-02-23T21:49:45+00:00Gonçalo Melohi@planta.design<p><span style="font-weight: 400;">This article proposes that social inequality operates through the structural filtration of available paths. Drawing on the Architecture of Freedom Intelligence (AFI) framework, it formalises Freedom as F = P/D—the ratio of Perception (P) to Distortion (D)—and demonstrates that gentrification, forced eviction, and algorithmic rent optimisation share a single mechanism: raising D for existing populations while lowering it for capital. A hospital wayfinding case study quantifies the alternative: stigmergic design achieves 6.7× greater Freedom at one-tenth the cost of structural demolition. Seven falsification criteria and a five-layer protocol for inequality-resistant spatial design are specified.</span></p> <p><strong>Keywords: </strong><span style="font-weight: 400;">spatial freedom, inequality, path filtration, stigmergia, spatial justice</span></p>Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/estudossecxx/article/view/17984"Para os portugueses, o centro do Mundo há-de ser Portugal"2026-02-23T20:53:30+00:00Lara Colettolara.coletto@acad.pucrs.br<p><span class="TextRun SCXW85116735 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW85116735 BCX0">O presente artigo analisa a articulação entre narrativa histórica escolar, catolicismo e legitimação política no contexto do Estado Novo português, tomando como referência o Compêndio de História Geral e da Pátria, de Mattoso e Henriques (1970). A análise concentra-se no volume I, no qual se estrutura a narrativa fundacional do Reino de Portugal. Parte-se do pressuposto de que o ensino de História constituiu importante instrumento de conformação ideológica, especialmente ao mobilizar uma leitura moralizante, hierarquizada e providencial do passado nacional. A investigação evidencia que o manual didático constrói uma interpretação da história portuguesa fortemente ancorada na tradição cristã, na qual o catolicismo aparece não apenas como elemento religioso, mas como fundamento </span><span class="NormalTextRun SCXW85116735 BCX0">edificante</span><span class="NormalTextRun SCXW85116735 BCX0"> da nacionalidade. Por meio da seleção de episódios, da caracterização de personagens e da organização temática dos conteúdos, a narrativa associa a formação de Portugal à defesa da cristandade, à ação do clero e à intervenção providencial, produzindo uma memória histórica coerente com valores conservadores. Conclui-se que o ensino de História, longe de operar como espaço neutro de transmissão de conhecimentos, atuou como instância ativa de legitimação simbólica do regime no Portugal do século XX.</span></span><span class="EOP SCXW85116735 BCX0" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335557856":16777215,"335559731":0,"335559739":0,"335559740":480}"> </span></p>Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/estudossecxx/article/view/17963O poder transformador da cultura: contribuições de políticas, instituições e práticas artísticas. 2026-02-16T14:48:38+00:00Carla Diascarlamagrodias@gmail.com<p style="font-weight: 400;">Este artigo analisa a evolução das políticas culturais no Alentejo Central ao longo dos 50 anos de democracia em Portugal, investigando a interseção entre transformação social, ação pública e políticas culturais. Através de uma abordagem metodológica transdisciplinar que cruza a história da cultura, a análise cultural e a análise política, o estudo examina a transição de um legado infraestrutural centralizador para um modelo de governação intermunicipal. Num primeiro momento, explora-se como a Constituição de 1976 e a Lei das Autarquias (1977) alteraram o paradigma da cultura, elevando-a à categoria de direito fundamental e fator de transformação social/desenvolvimento. Destacam-se, neste contexto, as "práticas artísticas transformadoras" que emergiram nos interstícios do poder formal, como o Centro Cultural de Évora e a Oficina da Criança, que materializaram a descentralização cultural no território.</p> <p style="font-weight: 400;">Num segundo momento, o foco recai sobre a institucionalização da ação pública através da Associação de Municípios do Distrito de Évora (AMDE) e, posteriormente, da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC). A análise demonstra a evolução da atuação intermunicipal: de um apoio técnico focado na qualificação de equipamentos físicos (bibliotecas e museus) para a implementação de estratégias de programação em rede e inclusão social.</p>Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/estudossecxx/article/view/17923From Philosophy to Method: A Historical Epistemology of the Notion of Individuality in Boasian Anthropology2026-02-05T03:48:11+00:00Alexandru Casianalex1992university@gmail.com<p>Through the interdisciplinary lens of historical epistemology, the present work aims to show that individuality is not only a cultural value but also a veritable epistemic operator. The Boasian concept of culture represents much more than a reaction against evolutionism. In his fieldworks, Boas effectively operationalised Herder’s arguments about historicism and cultural particularity. Under these circumstances, their theoretical models require a detailed analysis. Historical epistemology shows how specific conceptual commitments determine the criteria for valid anthropological evidence. By tracing the epistemic use of individuality back to eighteenth-century German historicism, the presents work illustrates significant continuities and discontinuities. From Herder, Boas inherited not only a solid concept of culture but also his epistemic values. The Boasians successfully employed the epistemic notion of individuality to limit imprudent explanatory ambitions while enabling a sustainable historical intelligibility. Individuality shifts from a theoretical construct in Herder's philosophical anthropology to a methodological frame in Boasian anthropology. </p>Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/estudossecxx/article/view/17890Vasco Lourenço: um percurso paradigmático do Golpe de Estado/da Revolução de 25 de Abril de 19742026-01-27T14:43:12+00:00João Paulo Avelãs Nunesjpavelas@fl.uc.pt<p>Visa-se neste ensaio biográfico antes de mais propor uma síntese acerca do papel desempenhado pelo hoje Coronel Vasco Lourenço e por diversos outros líderes do MFA no conjunto de processos de transformação política e social global ocorridos em Portugal – e nos territórios não autónomos até então tutelados por Lisboa – de 1973 (nas vésperas do que veio a ser o Golpe Militar/a Revolução do 25 de Abril de 1974) a 1986, ano de integração de Portugal na CEE. Procura-se, ainda, analisar tanto as escolhas que Vasco Lourenço e muitos dos seus camaradas do MFA procuraram concretizar como as opções que foram recusando.<br>Explicita-se alguma informação acerca do percurso pessoal, profissional e cívico de Vasco Lourenço de forma a contextualizar o seu envolvimento no processo que, em 1973, levou à criação do Movimento dos Capitães e, depois, à concretização do Golpe de Estado de 25 de Abril de 1974. Analisam-se as principais correntes político-ideológicas que se foram estruturando no seio do Movimento das Forças Armas e os corelacionamentos estabelecidos com outros protagonistas do processo revolucionário português (forças políticas e sindicais, Igreja e “acção católica”, Movimentos de Libertação de territórios não autónomos e representações diplomáticas). Identificam‑se as implicações das opções feitas por Vasco Lourenço e por outros membros do Grupo dos Nove.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025