Media & Jornalismo https://impactum-journals.uc.pt/mj <p class="p1"><span class="s1"><em>Media &amp; Journalism</em> is a pioneering scientific journal in Portugal in the field of media studies and journalism. The first issue was published in 2002 by the then CIMJ — Centro de Investigação Media &amp; Jornalismo// Center for Research Media &amp; Journalism, tackling a “diversity of the themes of its articles, methodologies and reflections” and being “a space that promotes qualified discussion, not only in the academic community, but also among all those interested in the media and journalism in contemporary societies.” The magazine is currently published by ICNOVA — NOVA Communication Institute, which has since merged with CIMJ. The journal is still published twice a year (April and October of each year), and is indexed in SCOPUS, Scielo and DOAJ databases, and it follows a rigorous scientific arbitration procedures. Moreover, all of its content is openly accessible and free of charge. </span></p> <p class="p1"><span class="s1">Media &amp; Journalism publishes top academic research and is a space for qualified discussions aimed at elucidating the social and political dynamics prompted by media and journalism in contemporary society. The reflections contribute to a more profound and critical knowledge of the various factors, time periods and impacts of the<span class="Apple-converted-space"> </span>complex phenomena of communication. It seeks to bring together a variety of issues and approaches, from history to sociology, from law to economics, from practices,<span class="Apple-converted-space"> </span>to technologies and uses, and constitutes an element of reflection and debate within a vast community looking at the peculiaries of the fields of media and journalism.</span></p> pt-PT <p>Os autores conservam os direitos de autor e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a>&nbsp;que permite a partilha do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p> icnova@fcsh.unl.pt (ICNOVA) patriciacontreiras@fcsh.unl.pt (Patrícia Contreiras) Sex, 14 Nov 2025 00:00:00 +0000 OJS 3.2.1.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Journalistic practice in times of crisis https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/18011 <p style="text-align: justify; line-height: 150%;">Este artigo argumenta que a ética jornalística não consiste em padrões fixos, mas sim em processos dinâmicos moldados por pressões sociais e institucionais, especialmente em tempos de crise. Com base numa abordagem qualitativa, as entrevistas semiestruturadas com jornalistas portugueses revelaram três dimensões para discussão como lições da pandemia de 2020. Em primeiro lugar, o jornalismo sustenta frequentemente o mito da imparcialidade e da neutralidade de género, obscurecendo a necessidade de fontes diversas e que reflitam a pluralidade da sociedade e desafiem estereótipos. Em segundo lugar, em situações de trauma, a neutralidade pode funcionar como uma ilusão protetora, com os jornalistas suprimindo a emoção para manter o controlo profissional. Esse distanciamento se alinha às normas masculinas que desvalorizam a emoção e a equiparam à falta de objetividade. Ao mesmo tempo, fraquezas estruturais, como falta de profissionais, pressões editoriais e tempo limitado, prejudicam a prática ética, revelando como as condições materiais moldam as possibilidades de um jornalismo de qualidade.</p> Juliana ALCANTARA, Rita Basílio Simões Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/18011 Strategic Narrative Fragmentation: A New Model for Countering Viral Disinformation https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/17989 <p>This paper proposes the Strategic Narrative Fragmentation (SNF) as a new methodology to fight disinformation through emotive micro-narratives based on verified facts. Unlike traditional fact-checking and media literacy, this technique utilizes the same emotional and technological tools that make disinformation effective, but directs them toward building informative resilience.</p> <p>The methodology is based on three principles: competitive response speed, emotional equivalence with fake narratives, and fragmentation that recontextualizes the issue without direct confrontation. Through the analysis of two specific case studies, the disinformation on TikTok regarding the threat to deport US citizens by Mexico’s president Claudia Sheinbaum, and conspiracy theories that came up after the assassination attempt on Donald Trump, this study proves that micro-narratives can compete and counteract false content.</p> <p>Preliminary results show that SNF micro-narratives can outperform the original disinformation in terms of engagement, suggesting that facts, when presented with corresponding emotional intensity, can become engaging and viral. This approach represents a shift favoring proactive strategies that compete on the same emotional field as disinformation, rather than reactive strategies that operate from a position of structural disadvantage.</p> Bernardo Flores-Heymann Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/17989 Da tribuna ao algoritmo: a esquizofrenia representativa no parlamento português https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/17985 <p style="font-weight: 400;">A democracia atual vive um paradoxo: a expansão dos canais digitais coincide com uma quebra profunda na confiança institucional. Este estudo analisa a XVI Legislatura portuguesa para perceber até que ponto a arquitetura dos algoritmos reconfigura a natureza do mandato parlamentar. Através de uma abordagem de métodos mistos – que cruza a análise de 1679 publicações multiplataforma, 144 intervenções em plenário e entrevistas a decisores políticos – diagnosticamos uma "Esquizofrenia Representativa".</p> <p style="font-weight: 400;">Na prática, o eleito vê-se forçado a atuar sob dois regimes de legitimação incompatíveis. A Tribuna exige representação substantiva (<em>acting for</em>) e racionalidade técnica (<em>Logos</em>). Em contrapartida, o ecossistema digital impõe a representação simbólica (<em>standing for</em>) e o apelo emocional (<em>pathos</em>). Com apenas 16,2% do conteúdo online focado no trabalho legislativo, rapidamente preterido pelo&nbsp;<em>politainment</em>, os dados provam que a economia da atenção não é neutra. Funciona antes como um "duplo vínculo" que asfixia a complexidade democrática para alimentar a métrica do algoritmo.</p> Nuno da Silva Jorge Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/17985 Guerra mediatizada e vozes das mulheres: regimes de visibilidade generificados e construção da paz na Ucrânia https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/17951 <p>Este estudo examina como a mediatização da guerra estrutura regimes de visibilidade generificados e molda a agência comunicativa das mulheres na Ucrânia em contexto de guerra. Integrando a teoria da mediatização, a teoria feminista dos media e a teoria da construção da paz, a investigação conceptualiza a guerra como uma ordem comunicativa em que as representações e práticas mediáticas configuram a legitimidade política e a participação social. O estudo combina a análise crítica do discurso com a monitorização de longo prazo das redes sociais ucranianas (2022–2025), analisando mais de 460.000 publicações, bem como materiais qualitativos de mulheres ativistas e iniciativas de construção da paz. Os resultados revelam uma assimetria estrutural entre visibilidade simbólica e autoridade institucional. Enquanto os media tradicionais representam desproporcionalmente as mulheres como vítimas e cuidadoras, as redes sociais permitem o desenvolvimento da sua agência comunicativa e a produção de narrativas de resiliência, solidariedade e paz quotidiana. No entanto, a maior visibilidade não se traduz automaticamente em poder institucional.</p> Olena Zinenko Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/17951 Actitudes ante la violencia de género en entornos digitales: entre la negación y la normalización https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/17962 <p><span style="font-weight: 400;">Los entornos digitales han intensificado la violencia de género, pese a los marcos internacionales que promueven la igualdad en los medios. Este estudio analiza las percepciones sobre la violencia de género online en España, atendiendo a niveles de conciencia, actitudes predominantes, formatos y espacios más frecuentes, y responsabilidades atribuidas a usuarios y plataformas. En 2025 se realizó una encuesta a 1.000 personas españolas con enfoque interseccional que considera edad, nivel socioeconómico, educación y orientación sexual. Los resultados muestran diferencias significativas por sexo, con mayor reconocimiento del problema entre las mujeres. Asimismo, se detecta una tendencia a normalizar ciertas manifestaciones de violencia digital y a minimizar su gravedad en determinados contextos. El estudio aporta evidencia empírica sobre cómo estos procesos de normalización afectan a la identificación del problema y limitan su problematización pública.</span></p> Uxia Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/17962