Media & Jornalismo https://impactum-journals.uc.pt/mj Media & Jornalismo, publicação do Centro de Investigação Media e Jornalismo, é uma revista científica que tem como objectivo constituir um espaço de debate e divulgação da pesquisa realizada sobre os media e o jornalismo dentro e fora do país. pt-PT <p>Os autores conservam os direitos de autor e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a>&nbsp;que permite a partilha do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p> patriciacontreiras@fcsh.unl.pt (Patrícia Contreiras) patriciacontreiras@fcsh.unl.pt (Patrícia Contreiras) Sex, 25 Out 2019 00:00:00 +0100 OJS 3.1.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Romper com o passado: a Revolução nos Média (Portugal, 1974-1975) https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/6201 <p>Tempo de ruturas, o 25 de Abril de 1974 é, incontestavelmente, um acontecimento central na história de Portugal. Com este artigo, propomo-nos analisar algumas das mutações então operadas no campo dos média, procurando lançar pistas para uma reflexão mais ampla sobre a relação dos media com o(s) novo(s) poder(es) político(s) e sobre o seu lugar na luta política do Portugal Revolucionário. Partindo de investigações por nós anteriormente desenvolvidas sobre a Revolução de 1974-1975 e, ainda, sobre os saneamentos levados a cabo nas empresas de comunicação social (nomeadamente na RTP e na Emissora Nacional ), analisaremos algumas mudanças centrais nas relações laborais e na estrutura empresarial, e, tendo como pano de fundo a enorme conflituosidade que percorreu o sector, a complexa relação dos media com os novos centros de poder. </p> Maria Inácia Rezola ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/6201 Sex, 25 Out 2019 16:02:39 +0100 A estratégia de informação de Marcello Caetano o último governante do Estado Novo https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/6260 <p>Este artigo analisa a estratégia de informação levada a cabo por Marcello Caetano quando, em setembro de 1968, substituiu Salazar na presidência do Conselho de Ministros. Esta estratégia consistiu na realização de acontecimentos que lhe assegurassem uma boa visibilidade na imprensa, afirmação de uma relação mais próxima com os jornalistas, e realização das <em>conversas em família</em>teledifundidas.&nbsp;</p> <p>A investigação assenta &nbsp;no estudo do perfil político de Marcello Caetano suportada por fontes (cartas, textos, livros e entrevistas) e na analise de jornais da época (<em>A Capital</em>, <em>Diário de Lisboa</em>, <em>Diário Popular, Diário de Notícias</em>) no período compreendido entre setembro de 1968 e setembro de 1969. Como conclusão assinala-se que a construção da imagem deste político na imprensa favoreceu o inicio da sua governação através da construção de uma personalidade política, social e familiar bem distinta da de Salazar.</p> Ana Cabrera ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/6260 Sex, 25 Out 2019 15:51:24 +0100 As inundações de Lisboa de 1967 como acontecimento mediático no Rádio Clube Português https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/6313 <p>Na noite de 25 de novembro de 1967 uma catástrofe de chuva e lama abate-se inesperadamente sobre Lisboa. Num Estado sem capacidade de reação, nem dispositivos censórios capazes de conter a inevitável torrente de informação sobre um acontecimento desta envergadura, a tragédia revela-se brutal e por demais visível, com números esmagadores, que a Censura tenta, mas não consegue controlar totalmente. Antes das manchetes da manhã seguinte, é através do Rádio Clube Português, numa emissão contínua que contrasta com o silêncio da estação oficial do Estado Novo, que se ouvem as primeiras notícias sobre as inundações. Este artigo aborda a catástrofe de 1967 enquanto acontecimento mediático, recorrendo à análise qualitativa dos sons de arquivo do RCP e a entrevistas a antigos jornalistas da estação. O objeto empírico é enquadrado historicamente e estudado, no âmbito dos estudos dos média, à luz das teorias do acontecimento de autores como Dayan e Katz, Kepplinger e Habermeier, Nora ou Quéré.</p> Cláudia Henriques ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/6313 Sex, 25 Out 2019 15:25:31 +0100 A Evolução da Imprensa sobre Cinema em Portugal https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/6046 <p>A investigação sobre Jornalismo de Cinema (aqui entendido como um subgénero do Jornalismo Cultural) é praticamente inexistente em Portugal e sendo o cinema uma das manifestações artísticas com maior presença na imprensa portuguesa (de acordo com os dados do projecto de investigação <em>A Cultura na Primeira Página</em>[Baptista, 2014; 2017a; 2017b]), importa aprofundar a investigação sobre este subgénero do Jornalismo Cultural.</p> <p>Neste sentido, e numa perspectiva histórica, a relação entre o cinema e o jornalismo é quase tão antiga como a própria sétima arte. De acordo com Barroso (2008: p. 23), "desde os primórdios do cinema que se começa gradualmente a impor uma cultura cinematográfica impossível de conceber sem a existência de textos que falam dos filmes e leitores interessados nas fitas". Em Portugal, a primeira publicação dedicada em exclusivo ao cinema surge na década de 1910 e, a partir daí, proliferam as&nbsp;publicações sobre cinema que têm acompanhado a implementação do cinema na vida dos portugueses e a edificação do cinema português. É a partir da segunda metade do séc. XX que se começa a constatar “uma aceleração do gosto cinematográfico” (Barroso, 2008:26) e uma consolidação das publicações sobre cinema em Portugal.</p> <p>Neste artigo, focamos o nosso olhar nas décadas de 1950 a 1980 e, através da revisão de literatura e análise de conteúdo às principais publicações sobre cinema,&nbsp;procuramos traçar a evolução da imprensa sobre cinema em Portugal&nbsp;atendendo à história do cinema português e ao contexto em&nbsp;que essas publicações&nbsp;surgiram e circularam.</p> Jaime Lourenço, Maria João Centeno ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/6046 Sex, 25 Out 2019 15:18:12 +0100 O Conselho da Revolução e a imprensa (1976-1982) https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/6054 <p>Após a transição revolucionária (1974-1976), Portugal entrou numa nova fase, a da transição constitucional, que se prolongou entre 1976 e 1982. Durante estes seis anos, além dos tradicionais órgãos de soberania existentes nos regimes democráticos pluralistas, manteve-se em funções um órgão de soberania não eleito, composto exclusivamente por militares. Consagrado constitucionalmente na sequência dos dois pactos estabelecidos entre os partidos políticos e os militares responsáveis pelo derrube do anterior regime autoritário, ao Conselho da Revolução foram atribuídos vastos poderes.</p> <p>Este papel central do Conselho da Revolução fez com que este órgão de soberania tivesse desde cedo atraído as atenções dos <em>média</em>, sector que também se encontrava num profundo processo de mudança e de adaptação aos novos tempos pós-revolucionários.</p> <p>Este artigo analisa o atribulado relacionamento entre os órgãos de comunicação social e o Conselho da Revolução, revelando os atritos e ameaças à liberdade de imprensa mas também as cumplicidades e alianças estabelecidas.&nbsp;</p> David Castaño ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/6054 Sex, 25 Out 2019 15:11:38 +0100