A PERSONAGEM-FONTE NO JORNALISMO EM QUADRINHOS: ENTRE A FICÇÃO E A NÃO-FICÇÃO

Autores

  • Augusto Machado Paim Bauhaus-Universität Weimar

DOI:

https://doi.org/10.14195/2183-847X_4_15

Palavras-chave:

metalepse, figuração, Jornalismo Literário, Jornalismo em Quadrinhos

Resumo

Nos estudos da figuração, a ficção tem posição de destaque, pois é o lugar da personagem por excelência: é na ficção que ela reina absoluta, através do seu pacto de leitura, em que o leitor assume como verdade aquele mundo diegético imaginado por um autor real. No entanto, cremos que um estudo da semântica da não ficção – em aliança com os estudos de comunicação, que tratam o discurso jornalístico como narrativa – tende a contribuir para um novo entendimento da questão da personagem. É possível aproximar a noção de ‘fonte ’ (no caso de grandes reportagens) da noção de ‘personagem’? É possível usar a categoria metalepse referindo-se a fontes jornalísticas? Para tratar dessa questão, focaremos no caso do jornalismo em quadrinhos, uma área incipiente localizada no caminho do meio entre o jornalismo e a ficção. A partir de um caso específico (a reportagem So close, faraway), problematizaremos noções como ‘semianonimato’ e ‘figuração da fonte ’, além de comparar (e diluir, quando for o caso) as potencialidades e os limites do discurso ficcional e do não ficcional.

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Publicado

2016-01-20

Edição

Secção

Secção Temática