https://impactum-journals.uc.pt/rel/issue/feed Revista de Estudos Literários 2026-01-12T16:09:13+00:00 Centro de Literatura Portuguesa clp@ci.uc.pt Open Journal Systems <p>A <em>Revista de Estudos Literários</em> é uma publicação anual da Imprensa da Universidade de Coimbra e do Centro de Literatura Portuguesa (CLP), unidade de investigação financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Incidindo sobretudo nos domínios da crítica e da teoria literárias, integrará, em cada número, uma secção temática e procurará acompanhar o movimento editorial consagrado ao ensaísmo literário em Português.</p> https://impactum-journals.uc.pt/rel/article/view/17815 INSULARIDADE(S) E MULTILINGUISMO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: UMA REALIDADE AMEAÇADA? 2026-01-12T16:09:13+00:00 Benjamin Meisnitzer benjamin.meisnitzer@uni-leipzig.de <p>São Tomé e Príncipe (STP) é um estado insular que se carateriza pela sua diversidade linguística, riqueza que, no entanto, se encontra ameaçada pela tendência regressiva do uso das línguas crioulas pelas camadas mais jovens. Estas variedades assumem cada vez mais o papel de <em>low varieties</em>, impondo-se um português fortemente cunhado pela norma exógena europeia, ainda que com algumas peculiaridades linguísticas autóctones. A música é um dos domínios nos quais os crioulos registam alguma vitalidade até mesmo no pop, por exemplo, através dos Calema. O presente estudo encontra-se dividido em três partes: 1) Evolução diacrónica e desenvolvimento da paisagem linguística em STP como um colorido mosaico linguístico; 2) Aspetos sociolinguísticos, linguísticos e de política linguística de STP e condicionados pelo carácter insular do território e 3) O multilinguismo na música santomense. Concluímos com algumas reflexões sobre os desafios e ameaças para as ilhas linguísticas em STP e o ecossistema linguístico insular.</p> Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rel/article/view/17810 Desafiando Terra Mamaizinha e Terra Longe: Migração, género e islandness em Nha Fala, Vitalina Varela e Hanami 2026-01-10T21:23:13+00:00 Laura Meltke laura.meltke@phil.tu-chemnitz.de <p style="font-weight: 400;">Este artigo analisa de que modo filmes contemporâneos de e sobre Cabo Verde articulam novas poéticas da&nbsp;<em>islandness</em>&nbsp;na intersecção entre migração e género. A partir de&nbsp;<em data-start="1574" data-end="1584">Nha Fala</em>&nbsp;(Flora Gomes, 2002),&nbsp;<em data-start="1606" data-end="1623">Vitalina Varela</em>&nbsp;(Pedro Costa, 2019) e&nbsp;<em data-start="1646" data-end="1654">Hanami</em>&nbsp;(Denise Fernandes, 2024), o estudo articula perspetivas dos Estudos Insulares, dos estudos migratórios e dos Estudos de Género para analisar a&nbsp;<em data-start="1798" data-end="1810">islandness</em>&nbsp;como uma condição relacional e temporalmente diferenciada, moldada pela mobilidade, pela ausência e pelo retorno. Através de modos contrastivos de regresso — performativo, impossível e cíclico — os filmes desestabilizam narrativas migratórias lineares e questionam a oposição binária entre&nbsp;<em data-start="2101" data-end="2119">Terra Mamaizinha</em>&nbsp;e&nbsp;<em data-start="2122" data-end="2135">Terra Longe</em>. Ao colocarem em primeiro plano protagonistas femininas, tornam visíveis o trabalho generificado e os custos afetivos da migração, articulando simultaneamente formas alternativas de agência enraizadas na performance, na resistência e no cuidado. O artigo defende que o cinema cabo-verdiano contemporâneo oferece uma lente produtiva para compreender a&nbsp;<em data-start="2487" data-end="2499">islandness</em>&nbsp;no contexto de regimes globais de mobilidade desigual.</p> Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rel/article/view/17807 INVERNO COMO EIXO 2026-01-09T16:32:48+00:00 Gustavo Ruiz da Silva gustavo.dasilva@monash.edu <p>O artigo defende a tese de que <em>Vidas Secas</em> organiza seus treze capítulos em pares espelhados que orbitam “Inverno” (cap. 7) como eixo de baixa tensão, compondo uma simetria concêntrica: 1–13 (<em>Mudança–Fuga</em>), 2–12 (<em>Fabiano–O mundo coberto de penas</em>), 3–11 (<em>Cadeia–O soldado amarelo</em>), 4–10 (<em>Sinhá Vitória–Contas</em>), 5–9 (<em>O menino mais novo–Baleia</em>), 6–8 (<em>O menino mais velho–Festa</em>). A partir de leitura atenta, mapeiam-se motivos recorrentes (migração, violência institucional, economia doméstica versus contabilidade patronal, zoonimização da infância e antropomorfização de Baleia, antagonismo natureza/cidade) para sustentar que a montagem formal não é um artifício, mas a forma-sintoma de um ciclo social que reinstaura a precariedade. Dialogando criticamente com outros comentadores, o estudo media a tensão entre a noção de “estrutura desmontável” e a coerência arquitetônica do romance: embora a natureza atue como força adversa, o antagonismo decisivo emerge das instituições (patrão, Estado, mercado). O capítulo “Inverno” prova internamente essa tese: as chuvas suspendem o flagelo climático, mas não desarmam o circuito de exploração, fazendo da centralidade estrutural uma chave político-interpretativa. Conclui-se que o espelhamento capitular codifica, na própria forma, uma denúncia da repetição histórica (não um fatalismo naturalista) e torna visível como a esperança mínima (cama, escola, trabalho justo) é ritmicamente frustrada. Assim, a simetria concêntrica não apenas organiza o enredo: ela traduz, em arquitetura, a circularidade social que captura linguagem, corpo e desejo.</p> Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rel/article/view/17805 Trilogia Ilhadamente Amado Amor 2026-01-09T11:17:34+00:00 Vera Duarte veraduartepina@gmail.com Marisa Henriques marisa.henriques@fl.uc.pt <p>poema inédito de autora cabo-verdiana</p> Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rel/article/view/17804 Fé-em-Deus 2026-01-09T11:08:04+00:00 Olinda Beja olindabeja@hotmail.com Marisa Henriques marisa.henriques@fl.uc.pt <p>Texto literário da autoria de Olinda Beja não é inédito, que faz parte de um livro esgotado.</p> Direitos de Autor (c)