https://impactum-journals.uc.pt/rph/issue/feed Revista Portuguesa de História 2026-02-26T17:28:04+00:00 Carla Rosa gapci@fl.uc.pt Open Journal Systems <p>A <strong>Revista Portuguesa de História</strong> é uma revista de periodicidade anual, cujos artigos são sujeitos a uma avaliação prévia por parte de uma comissão de arbitragem. Foi criada em 1941, no âmbito do Instituto António de Vasconcelos, designado, desde 1975, Instituto de História Económica e Social. Esta Revista tem-se dedicado, desde a sua fundação, à publicação de estudos de investigadores portugueses e estrangeiros na área da História, desde a Antiguidade até à Época Contemporânea. A RPH está empenhada na divulgação dos resultados da investigação histórica nas áreas da História Portuguesa e Mundial, sob a forma de artigos, recensões críticas e notícias.</p> https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17992 Entre a Memória e o Horizonte - Meio Século de Ensino de História e Educação Histórica em Portugal 2026-02-26T17:28:04+00:00 Marília Gago mgago@ie.uminho.pt Ana Isabel Ribeiro aribeiro@fl.uc.pt Filipe Oliveira filipefsoliveira98@gmail.com <p>Em Portugal, ao longo do século XX, o sistema educativo transitou de uma estrutura caracterizada por elevados níveis de analfabetismo e por uma orientação ideológica restritiva durante o Estado Novo, para um processo gradual de democratização após 1974, traduzido no alargamento da escolaridade obrigatória, na gratuitidade do ensino e na implementação de políticas de inclusão. Apesar desses avanços, as reformas educativas evidenciaram fragilidades estruturais e descontinuidades recorrentes. Com a massificação escolar, intensificaram-se debates entre modelos pedagógicos uniformizadores, centrados em metodologias ativas generalizadas e na lógica de prestação de contas, e propostas que defendem a centralidade epistemológica das disciplinas.</p> <p>No campo da História, afirma-se a Educação Histórica enquanto campo epistemológico alicerçado desenvolvimento do pensamento e da consciência histórica, ancorado na metodologia da ciência histórica. O Laboratório de Clio propõe um modo de operacionalizar experiências de aprendizagem contextualizadas, assentes na metodologia de História, articulando a vida prática com a História Escolar, a Historiografia e a História Académica como um contributo para o desenvolvimento da literacia histórica e formação de consciência histórica que possa ser “usada” na tomada de decisões e agência responsável no presente, antecipando possíveis horizontes de expectativa.</p> Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17991 Gobierno, alteridades y culturas vernáculas 2026-02-24T14:08:48+00:00 Diego Vicente Sánchez dvicentes@unex.es <p>Este artículo reinterpreta el reconocimiento de la raya ibérica realizado por Antonio de Gaver (1749-1756) como una operación inserta en las lógicas de la territorialidad que caracterizaron a los gobiernos ibéricos desde mediados del siglo XVIII. Se analizan las políticas de información en las que se inscribe, las alteridades proyectadas hacia Portugal y hacia los fronterizos, y las culturas vernáculas que representa en fricción con dispositivos de gobierno orientados a controlar estos espacios. El artículo sostiene la novedad del reconocimiento de Gaver y su anticipación de soluciones de ordenación territorial que madurarán a finales del Antiguo Régimen.</p> Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17971 Ao serviço do Sereníssimo Estado e da Floresta: 2026-02-19T02:03:36+00:00 Ana Isabel Lopes lopes.anaisabel1003@gmail.com <p>Entre meados do século XVIII e a primeira metade do século XIX, a crescente valorização da floresta, dos baldios e dos recursos naturais, num contexto influenciado por princípios fisiocráticos, promoveu a consolidação de mecanismos específicos de administração ambiental no âmbito da Casa de Bragança. O artigo analisa a figura do Mordomo e Guardador dos Fenos e das Areias, um oficial presente em diversas localidades do Noroeste de Portugal, responsável pela vigilância, defesa e gestão de espaços sensíveis do litoral sob jurisdição senhorial. A Casa de Bragança organizou a sua administração territorial com base em modelos inspirados nas práticas do Estado, assegurando a articulação entre Vila Viçosa, o almoxarifado de Barcelos e os diferentes préstimos, que estruturavam a gestão local dos recursos. A análise assenta na documentação da Casa de Bragança, complementada por fontes de outras instituições locais, permitindo caracterizar o enquadramento institucional do cargo, as suas funções e o perfil dos oficiais nomeados. Ao evidenciar a atuação destes agentes e os processos de legitimação associados, o artigo propõe uma reflexão sobre as dinâmicas de ordenamento, apropriação e exploração do território no período em estudo.</p> Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17952 Presença e ausência 2026-02-13T15:52:55+00:00 Marcel Luís Paiva do Monte mmonte@fcsh.unl.pt <p>Durante o século VII a.C., o império neo-assírio alcançou a sua maior amplitude territorial, chegando a abranger quase todo o Próximo Oriente. Como consequência natural dessa expansão, a realeza acentuou os esforços de se tornar manifesta perante uma diversidade geográfica e cultural cada vez maior. Este trabalho pretende analisar algumas expressões dessa necessidade de projecção da imagem do poder assírio, do ponto de vista da presença e da ausência do soberano, ao longo dos séculos X e VII a.C.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Império neo-assírio; Realeza; Representação; Presença</p> Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17936 Walker, Lydia, States-in-Waiting: Recensão Crítica - A counternarrative of Global Decolonization, 2025, Cambridge, Cambridge University Press, ISBN 978-1-009-30584-6 2026-02-07T14:34:07+00:00 Bernardo Henriques bernardodealmeidahenriques@gmail.com Direitos de Autor (c)