Revista Portuguesa de História https://impactum-journals.uc.pt/rph <p>A <strong>Revista Portuguesa de História</strong> é uma revista de periodicidade anual, cujos artigos são sujeitos a uma avaliação prévia por parte de uma comissão de arbitragem. Foi criada em 1941, no âmbito do Instituto António de Vasconcelos, designado, desde 1975, Instituto de História Económica e Social. Esta Revista tem-se dedicado, desde a sua fundação, à publicação de estudos de investigadores portugueses e estrangeiros na área da História, desde a Antiguidade até à Época Contemporânea. A RPH está empenhada na divulgação dos resultados da investigação histórica nas áreas da História Portuguesa e Mundial, sob a forma de artigos, recensões críticas e notícias.</p> pt-PT <p>Os autores conservam os direitos de autor e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a>&nbsp;que permite a partilha do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p> gapci@fl.uc.pt (Carla Rosa) imprensa.revistas@uc.pt (Imprensa da Universidade de Coimbra) Qua, 16 Jul 2025 11:48:57 +0100 OJS 3.2.1.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Walker, Lydia, States-in-Waiting: Recensão Crítica - A counternarrative of Global Decolonization, 2025, Cambridge, Cambridge University Press, ISBN 978-1-009-30584-6 https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17936 Bernardo Henriques Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17936 A oposição da esquerda revolucionária ao regime fascista, 1964-1974 https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17920 <p>Entre 1964 e 1974, a oposição da esquerda revolucionária ao regime fascista português assumiu um papel crescente no combate ao Estado Novo, contribuindo para a diversificação do campo oposicionista. O surgimento de novas organizações à esquerda do Partido Comunista Português, como o Comité Marxista-Leninista Português (CM-LP) e a Frente de Acção Popular (FAP), reflectiu o impacto do conflito sino-soviético e a rejeição das estratégias consideradas reformistas e pacifistas do PCP.</p> <p>Integrando várias correntes, a mais significativa inspirada pelo maoísmo/Revolução Cultural chinesa e pelos movimentos de contestação internacional do final da década de 1960, defendia a via insurreccional e a mobilização directa das massas. A acção desta esquerda revolucionária incidiu sobretudo no meio estudantil, operário e juvenil, recorrendo a formas de luta clandestinas, propaganda ilegal, greves, manifestações e, nalguns casos, acções armadas.</p> <p>A substituição de Salazar por Marcelo Caetano e a aparente abertura do regime não travaram a radicalização política, antes criaram oportunidades de mobilização. Apesar da fragmentação organizativa e das limitações impostas pela repressão policial, a esquerda revolucionária contribuiu para desgastar o regime, politizar amplos sectores da sociedade e criar um clima de contestação permanente que ajudou a preparar o terreno para a queda do Estado Novo em 25 de Abril de 1974.</p> José Manuel Lopes Cordeiro Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17920 A oposição da esquerda revolucionária ao regime fascista, 1964-1974 https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17904 <p>Entre 1964 e 1974, a oposição da esquerda revolucionária ao regime fascista português assumiu um papel crescente no combate ao Estado Novo, contribuindo para a diversificação do campo oposicionista. O surgimento de novas organizações à esquerda do Partido Comunista Português, como o Comité Marxista-Leninista Português (CM-LP) e a Frente de Acção Popular (FAP), reflectiu o impacto do conflito sino-soviético e a rejeição das estratégias consideradas reformistas e pacifistas do PCP.</p> <p>Integrando várias correntes, a mais significativa inspirada pelo maoísmo/Revolução Cultural chinesa e pelos movimentos de contestação internacional do final da década de 1960, defendia a via insurreccional e a mobilização directa das massas. A acção desta esquerda revolucionária incidiu sobretudo no meio estudantil, operário e juvenil, recorrendo a formas de luta clandestinas, propaganda ilegal, greves, manifestações e, nalguns casos, acções armadas.</p> <p>A substituição de Salazar por Marcelo Caetano e a aparente abertura do regime não travaram a radicalização política, antes criaram oportunidades de mobilização. Apesar da fragmentação organizativa e das limitações impostas pela repressão policial, a esquerda revolucionária contribuiu para desgastar o regime, politizar amplos sectores da sociedade e criar um clima de contestação permanente que ajudou a preparar o terreno para a queda do Estado Novo em 25 de Abril de 1974.</p> José Manuel Lopes Cordeiro Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17904 A A aplicação da Lei de Separação do Estado das Igrejas (1911) na diocese do Algarve https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17903 <p>A produção legislativa da <em>Lei de Separação do Estado das Igrejas</em>, promulgada a 20 de Abril de 1911, foi o culminar de uma «tendência secularizante de longa duração» existente na sociedade portuguesa. O espírito que presidiu à produção dessa lei era uma longa aspiração dos políticos republicanos, que, através dela, pretendiam laicizar a sociedade portuguesa, assim como os comportamentos, as mentalidades e as consciências dos portugueses. A entrada em vigor e a aplicação da <em>Lei de Separação </em>em Portugal revelou-se conturbada. Mas a sua aplicação não suscitou os mesmos problemas em todas as dioceses. Este artigo demonstra a forma como alguns dos principais artigos dessa lei foram aplicados na diocese do Algarve, assim como o papel revelado pelo seu prelado na contestação à aplicação dessa lei.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> João Aleixo Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17903 Cultura, distinção social e poder local: a Sociedade de Concertos da Madeira (1943–1974) https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17900 <p>A <em>Sociedade de Concertos da Madeira</em>, fundada em 1943 por Luiz Peter Clode e por um núcleo restrito de elites políticas, económicas e intelectuais locais, constitui o objeto de análise deste artigo, em que se acompanha a sua trajetória até à rutura provocada pelo 25 de abril de 1974. A investigação evidencia como esta instituição privada se consolidou como um espaço estruturado de produção, fruição e legitimação cultural, desempenhando um papel central na institucionalização da música erudita numa região periférica marcada pela insularidade e pela centralização das políticas culturais do Estado Novo.</p> <p>Com base na análise de documentação de arquivo e de imprensa periódica, demonstra-se que a <em>Sociedade de Concertos da Madeira</em> funcionou como um dispositivo de sociabilidade das elites regionais, contribuindo para a formação de públicos e para a afirmação de mecanismos de distinção social. A sua atividade incluiu a organização regular de concertos com intérpretes nacionais e internacionais, a fundação da Academia de Música da Madeira, a colaboração com instituições culturais nacionais e estrangeiras e a promoção de festivais e publicações culturais. Este estudo sublinha, assim, a relevância das dinâmicas culturais locais e regionais na configuração do campo cultural português do século XX.</p> Helena Aldinhas Direitos de Autor (c) https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/17900