https://impactum-journals.uc.pt/territorium/issue/feedTerritorium2020-09-13T12:58:42+01:00Luciano Lourençoriscos@riscos.ptOpen Journal Systems<p>A Territorium - Revista Internacional de Riscos é publicada semestralmente pela RISCOS, Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança, em parceria com a Imprensa da Universidade de Coimbra e visa divulgar investigação científica relevante efetuada nos domínio das ciências cindínicas, quer versando sobre a temática dos riscos, perigos e crises, quer tratando da respetiva prevenção, do socorro em situações de emergência ou da reabilitação de áreas afetadas pela sua manifestação</p>https://impactum-journals.uc.pt/territorium/article/view/1647-7723_27-2_4Análise de principais componentes de imagens C-SAR para mapeamento de inundação – província de Santa Fe, Argentina2020-09-13T12:58:32+01:00Jones Zamboni Graosquejones.eu@gmail.comLaurindo Antônio Guassellilaurindo.guasselli@ufrgs.br<p>Inundações são associadas a chuvas intensas. Na Argentina é o evento natural que causa mais perdas econômicas, sociais e de vidas humanas. O objetivo desse trabalho é mapear a área de inundação do rio Paraná, em Santa Fe, por Análise de Componentes Principais (ACP). As imagens Sentinel-1B, sensor C-SAR, polarização VH do tipo Interferométrico (IW) Ground Range Detected (GRD), pixel de 10 m, ano 2016, foram referenciadas, extraindo as quatro primeiras ACP.<br>As imagens sob efeito de inundação permitiram delimitar com precisão a área inundada. No entanto, em áreas com densidade de vegetação não há um padrão de retroespalhamento dos pixéis. A PC2 destacou melhor o limiar de intensidade dos pixéis de inundação, com uma precisão de 70%, sendo que 93% da área mapeada é suscetível à inundação. A cartografia de risco de inundação obtida a partir de sensoriamento remoto revela-se essencial, pois possibilita a obtenção de resultados rápidos e precisos das áreas de inundação, em áreas cujo trabalho de campo não seja possível ou não se encontrem disponíveis mapas detalhados das áreas atingidas.</p>2020-09-10T00:00:00+01:00##submission.copyrightStatement##https://impactum-journals.uc.pt/territorium/article/view/1647-7723_27-2_5Reconstrução de dados e deteção de ondas de calor e de frio no Porto e concelhos vizinhos – Portugal2020-09-13T12:58:23+01:00Maikon Passos Amilton Alvesmaiconpassos@gmail.comRafael Brito Silveirarafaelbsilveirageo@gmail.comAna Monteiroanamt@letras.up.ptDaniel Pires Bitencourtdaniel.bitencourt@fundacentro.gov.brCarlos Miguel Sousamiguelsousa83@gmail.com<p>Efetuou-se a reconstrução das séries históricas por meio da análise de regressão linear simples (RLS) e, depois, transformaram-se os dados existentes das estações meteorológicas clássicas (EMC) e automáticas (EMA) de cada uma em séries únicas e contínuas. As ondas de calor (OdC) e as ondas de frio (OdF) foram detectadas a partir de dados diários de temperatura obtidos entre 1970 e 2017. A RLS para a temperatura máxima e para a temperatura mínima, entre as quatro estações, foram significativas (p < 0,0001). As correlações (rs) entre as séries reconstruídas para as estações dos mesmos sítios foram muito fortes (p < 0,01), variando entre 0,93 e 0,99. Com base no teste de Mann-Kendall (α = 5%), as OdC em Pedras Rubras tendem a ser mais frequentes e mais duradouras. Já para as OdC na estação da Serra do Pilar, todos os parâmetros apresentaram tendência significativa de aumento. Quanto às OdF em Pedras Rubras, há tendência para eventos menos frequentes, menos duradouros e mais intensos. As OdF na Serra do Pilar apresentaram-se menos frequentes, menos duradouras e menos severas.</p>2020-09-10T00:00:00+01:00##submission.copyrightStatement##https://impactum-journals.uc.pt/territorium/article/view/1647-7723_27-2_6Zoneamento de incêndios florestais na estação ecológica Águas Emendadas, Distrito Federal (Brasil)2020-09-13T12:58:19+01:00Ana Paula Silva Camelopaulaflorestal@gmail.comKeila Sancheskeila.sanches@ifb.edu.brBruno Nakagomibruno.nakagomi@gmail.com<p>O aumento no número de ocorrências de incêndios florestais no bioma Cerrado é considerado uma ameaça à sua conservação. Dessa forma, as áreas protegidas por meio das Unidades de Conservação (UC) são fundamentais para a proteção dos biomas brasileiros. No entanto, mesmo essas áreas são acometidas por incêndios que comprometem suas integridades. Neste sentido, este estudo teve como objetivo elaborar o zoneamento do risco de incêndio florestal da UC Estação Ecológica Águas Emendadas por meio do método multicritério aditivo, validá-lo com as cicatrizes dos incêndios ocorridos entre os anos de 2011 a 2015 e avaliar a espacialidade do risco a incêndios florestais. Foi observado que nenhuma área da UC estudada foi classificada como zona de risco Extremo, no entanto mais de 60% da UC foi classificada em zonas de Alto ou Muito Alto risco a incêndios. A validação mostrou que 80% dos incêndios ocorreram sobre áreas com risco mediano a incêndios florestais como formações savânicas ou campestres. Foi obtido um Índice Global de Moran para o risco de incêndios florestais no valor de 0.83 indicando uma elevada autorrelação espacial, além disso, o Índice Local de Moran identificou como regiões mais críticas as áreas de interface de vegetação nativa e áreas urbanas.</p>2020-09-10T00:00:00+01:00##submission.copyrightStatement##https://impactum-journals.uc.pt/territorium/article/view/1647-7723_27-2_1De caos sistêmico e de crise civilizatória: tensões territoriais em curso2020-09-13T12:58:14+01:00Carlos Walter Porto-Gonçalvescwpg@uol.com.br<p>Nesse artigo refletimos sobre o atual momento histórico-civilizatório que vivemos. Trata-se de um período histórico em crise, mas de uma crise que vai além da crise do capitalismo enquanto crise civilizatória. Trata-se de um período de caos sistêmico ou de crise de um padrão de poder/saber que nos governa há 500 anos. Portanto de uma crise de larga duração. As bases em que se sustentavam esse padrão de poder/saber – a dominação da natureza e de todos os grupos sociais que à natureza são assimilados – os indígenas/selvagens, os negros, as mulheres, os que operam com as mãos sejam proletários ou camponeses – começam a ser abertamente questionados por aqueles que, apesar de lutarem a mais de 500 anos, só agora pós 1950/1960 começam a ter voz. Reinventam, assim, suas relações com a natureza e a cultura, com o conceito de território desnaturalizando-o. Assim, diante de um dos mais intensos processos expropriatórios que a humanidade jamais viveu, como nos últimos 50 anos, emergem outras referências teórico-políticas sinalizando que estamos diante de outros horizontes de sentido não eurocêntricos.</p>2020-09-10T00:00:00+01:00##submission.copyrightStatement##https://impactum-journals.uc.pt/territorium/article/view/1647-7723_27-2_12Relembrar o grande incêndio de Lisboa 30 anos depois2020-09-13T12:58:42+01:00Ana Sá Fernandessa.fernandes.na@gmail.comAntónio Fidalgofidalgo.aluis@gmail.com<p>Embora tenham passado 3 décadas desde o incêndio do Chiado, permanece na memória o trágico dia 25 de agosto de 1988. O incêndio do Chiado veio dar importância a uma lacuna existente nas medidas de proteção contra incêndios em edifícios, sendo um marco importante do ponto de vista técnico, com impacto sociocultural e com implicações futuras. A investigação histórica realizada, demonstrou que esta tragédia pôs a descoberto falhas e necessidades urgentes de legislar a segurança nos edifícios. O incêndio despertou nas autoridades a necessidade de implementar medidas para prevenir novos incêndios com esta magnitude. O Chiado obrigou a uma profunda reflexão crítica sobre a insuficiente legislação, implementação, fiscalização, assim como, a formação e tipo de equipamento utilizado pelos meios de combate.</p>2020-09-10T00:00:00+01:00##submission.copyrightStatement##