O nome que não ousa dizer da intimidade – um estudo exploratório sobre nomeação

  • Ana Lúcia Santos CES, Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra
  • Ana Cristina Santos CES, Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra

Resumo

O processo de atribuição de nome corresponde a um guião cultural e jurídico que coloca entraves à autodeterminação de género, sexual e reprodutiva. Partindo de um estudo comparativo na Europa do Sul, neste artigo mapeamos transformações na lei portuguesa e auscultamos um conjunto de pessoas peritas em nomeação. O ponto focal do artigo consiste na perplexidade de um marco identitário pessoal que permanece refém de normatividades coletivas estritas, com forte impacto no terreno da cidadania íntima. Sugere-se que, no contexto português, o campo da nomeação constitui uma arena de assimetria, desigualdade e desidentificação, apontando-se para alternativas decorrentes de uma epistemologia crítica queer.

Palavras-chave

Nomeação, identidade, cidadania íntima, binarismo de género, corpo, queer

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Publicado
2017-12-20
Como Citar
SANTOS, Ana Lúcia; SANTOS, Ana Cristina. O nome que não ousa dizer da intimidade – um estudo exploratório sobre nomeação. Antropologia Portuguesa, [S.l.], v. 34, p. pp. 9-29, dez. 2017. ISSN 2182-7982. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/antropologiaportuguesa/article/view/4095>. Acesso em: 18 jan. 2018.
Secção
Artigos

Palavras-chave

nomeação, identidade, cidadania íntima, binarismo de género, corpo, queer