Ventos do mal: sopro da cura: cosmovisão, doença e cura entre os Felupes da Guiné-Bissau

  • Luis Manuel Neves Costa Departamento de Ciências da Vida Faculdade de Ciências e Tecnologia Universidade de Coimbra, Portugal

Resumo

Este artigo pretende fazer a abordagem da construção social da doença e suas dinâmicas entre os Felupes da Guiné-Bissau. Partindo do conhecimento da cosmovisão felupe pretende-se aceder ao entendimento das concepções sobre a doença, enquanto um mal social - produto de uma transgressão ou falta para com a ética de grupo -, suas representações, imagens, vivências, experiências e analisar os itinerários terapêuticos empreendidos, visando a resolução do mal e o restabelecer do equilíbrio. Nesta lógica, emerge uma pluralidade etiológica do mal, que determina uma pluralidade dos quadros nosológicos (em função dos sinais que alteram a ordem biológica), condicionando a demanda da resolução do mal junto dos amañen au (curandeiros) que presidem aos rituais nos locais de reparação/sacrifício (os altares sagrados, ukin) pedindo a intercepção de Deus (Emitay) ou do espírito respectivo (bakin). A investigação efectuada assentou na pesquisa etnográfica na aldeia de Suzana, a norte da Guiné-Bissau, entrevistando os diversos actores sociais (doentes, familiares e curandeiros).
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Publicado
2012-06-06
Como Citar
COSTA, Luis Manuel Neves. Ventos do mal: sopro da cura: cosmovisão, doença e cura entre os Felupes da Guiné-Bissau. Antropologia Portuguesa, [S.l.], v. 29, p. 25-48, jun. 2012. ISSN 2182-7982. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/antropologiaportuguesa/article/view/1875>. Acesso em: 18 ago. 2019.
Secção
Artigos

Palavras-chave

Felupes; cosmovisão; doença; itinerários terapêuticos; cura.