Práticas sexuais de risco entre homens

  • Marta Maia Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA/ISCTE) Instituto Universitário de Lisboa, Portugal

Resumo

Num contexto em que o discurso dominante é o do uso sistemático do preservativo, o objectivo deste estudo foi compreender as relações entre as práticas sexuais de risco de homens homossexuais e o contexto sociocultural que conduz à rejeição de práticas preventivas. Um estudo qualitativo foi realizado em Portugal, baseando-se em entrevistas semi-estruturadas a sete homens entre os 19 e os 64 anos. Os resultados mostram que a pressão social de um ambiente hetero-normativo pode levar à negação da prevenção. As práticas sexuais de risco refletem um desejo de transgressão. Os novos locais de encontro gays, inclusive pela Internet, parecem também abrir caminho à libertação sexual e a um relaxamento da prevenção. As práticas preventivas não estão ausentes, mas a redução do risco expressa-se através da escolha dos parceiros e do evitamento de certas práticas sexuais quando o preservativo não é usado. Através deste estudo, reafirma-se a importância da aceitação e interiorização do discurso preventivo pelos pares.
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Publicado
2014-07-11
Como Citar
MAIA, Marta. Práticas sexuais de risco entre homens. Antropologia Portuguesa, [S.l.], v. 29, p. 49-63, jul. 2014. ISSN 2182-7982. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/antropologiaportuguesa/article/view/1876>. Acesso em: 23 maio 2019.
Secção
Artigos

Palavras-chave

Risco; prevenção; homossexualidade; VIH.