Filhos, enteados e apadrinhados: discursos, políticas e práticas dos serviços de saúde da Diamang, Angola

  • Jorge Varanda Departamento de Ciências da Vida (DCV), Universidade de Coimbra Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA/ISCTE), Portugal Centro de Malária e Doenças Tropicais (CMDT-LA), Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Portugal

Resumo

Este texto pretende revelar a complexidade da prestação de cuidados biomédicos na Companhia de Diamantes de Angola (Diamang). Intenta-se questionar as representações coloniais de equidade de tratamentos entre Brancos e Africanos por parte dos Serviços de Saúde da Diamang (SSD). A análise ilumina a prestação de cuidados biomédicos diferencial entre expatriados e africanos e como esta era replicada entre africanos. A hierarquia entre os africanos colocava os trabalhadores no topo, seguidos pelos seus familiares, sendo a pirâmide ocupada pela população sem relações com a produção de diamantes. Subjacentes aos discursos de igualdade de cuidados biomédicos havia também objectivos políticos internos e internacionais, que contribuíam para as reconceptualizações do Terceiro Império Português assim como para a (re)construção dos sujeitos africanos.
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Publicado
2012-06-06
Como Citar
VARANDA, Jorge. Filhos, enteados e apadrinhados: discursos, políticas e práticas dos serviços de saúde da Diamang, Angola. Antropologia Portuguesa, [S.l.], v. 29, p. 141-165, jun. 2012. ISSN 2182-7982. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/antropologiaportuguesa/article/view/1883>. Acesso em: 22 ago. 2019.
Secção
Artigos

Palavras-chave

Serviço de saúde da Diamang; cuidados biomédicos; morbilidade e mortalidade; economia política de cuidados biomédicos; colonial; Angola.