A dissertação manuscrita Hereditariedade (1910, 236 fl.) de Luís Wittnich Carrisso no contexto do “eclipse do Darwinismo”

Autores

  • Ana Leonor Pereira Universidade de Coimbra, Grupo de História e Sociologia da Ciência do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20), Faculdade de Letras
  • Pedro Fonseca Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras

DOI:

https://doi.org/10.14195/2182-7982_27_1

Palavras-chave:

Darwinismo, Darwin em Portugal, “eclipse do Darwinismo”, Luís Wittnich Carrisso

Resumo

Nas décadas que se seguiram à publicação da obra fundamental de Charles Darwin, On the origin of species… (1859), o evolucionismo e a ideia de os organismos vivos partilharem uma ancestralidade comum passaram a ser geralmente aceites pela comunidade científica internacional. No entanto, a selecção natural, que o naturalista inglês apresentara como o principal mecanismo evolutivo, só passaria a gozar de uma aceitação generalizada a partir das décadas de 1930 e 1940, com o estabelecimento da Síntese Moderna. Esse período de descrédito da selecção natural, propiciado por um conjunto diversificado de factores, e agravado pela concorrência de teorias de evolução alternativas, é conhecido como o “eclipse do Darwinismo” (Peter J. Bowler). O presente trabalho tem por objectivo proceder a uma leitura compreensiva da reflexão evolucionista realizada por Luís Wittnich Carrisso na sua tese de licenciatura – Hereditariedade (1910) – mediante a sua contextualização no clima vivido durante o “eclipse do Darwinismo” (Peter J. Bowler).

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Publicado

2010-06-28