As bases da indagação darwiniana pelo Homem

Autores

  • Anna Carolina K. P. Regner Universidade do Vale do Rio dos Sinos

DOI:

https://doi.org/10.14195/2182-7982_27_3

Palavras-chave:

Charles Darwin, evolução, mente-corpo, natureza humana, seleção natural

Resumo

Desde cedo Charles Darwin incursionou sobre o homem, embora lhe tenha feito muito breve referência em sua obra magna, A Origem das Espécies, e só o tenha propriamente retomado em The Descent of Man (1871) e em The Expression of the Emotions in Man and Animals (1872). No entanto, já em seus Notebooks M e N de 1838 e 1839, Darwin toma ao homem como objeto de profunda indagação. E como aconteceu com os demais temas da agenda darwiniana ao longo de sua trajetória, os Notebooks de 1836-1844 (especialmente de 1837 a 1839) traçaram o programa de pesquisa a que dedicaria sua vida. Neste artigo pretendo mostrar não só que a visão darwiniana do homem é consistente com sua grande teoria da evolução, esteve lá desde seus primeiros passos e não está comprometida com o que veio depois se chamar de “darwinismo social”, onde a imposição de um grupo social sobre outro estaria justificada pelo ‘princípio da sobrevivência do mais apto’.

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Publicado

2010-06-28