In the intimacy of thought: Darwin’s notebooks on the moral sense of man
DOI:
https://doi.org/10.14195/2182-7982_27_7Palavras-chave:
Ética, evolução, ser humano, inato, altruismo, consciênciaResumo
Com o saber de que nós, tal como os outros seres vivos, pertencemos a uma espécie que evoluiu através da selecção natural, vem o reconhecimento de que os processos evolutivos nos marcaram profundamente. No entanto, até que ponto? Darwin admitiu que, de todas as diferenças entre o Homem e os outros animais, o sentido moral é, de longe, a mais importante. Poderá esta faculdade especificamente humana reflectir a nossa herança evolucionista? A resposta afirmativa de Darwin a esta questão apenas seria publicada em 1871 na obra The Descent of Man. No entanto, as suas primeiras reflexões sobre o problema são bastante anteriores e acompanharam o esboço das suas ideias transformistas. Tendo como base alguns dos cadernos de notas de Darwin, este artigo analisa o rasto e a dinâmica do seu pensamento a propósito da questão crucial da existência de um sentido moral próprio ao ser humano. Esta documentação de índole pessoal permite inferir quais foram os pensadores que mais marcaram o famoso naturalista, que problemas nortearam o seu pensamento, quais foram algumas das inflexões e estratégias que assumiram maior destaque no delinear do seu pensamento a propósito desta temática com implicações filosóficas e biológicas.
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