Evolution, Primates and Charles Darwin
DOI:
https://doi.org/10.14195/2182-7982_27_11Palavras-chave:
Darwin, Preconceitos, Evolução, Primatas, ChimpanzésResumo
Em plenas celebrações mundiais do “Ano de Darwin 2009” e respondendo ao desafio colocado pela Antropologia Portuguesa, este trabalho pretende realçar o pensamento inovador de Charles Darwin e, simultaneamente, descrever algumas das mais significativas descobertas do registo fóssil de primatas. Assim, este artigo não é um trabalho clássico de revisão bibliográfica ou um artigo com uma estrutura frequente no mundo das revistas científicas que começa por colocar hipóteses, descrever metodologia e resultados e termina com as habituais observações finais. Em primeiro lugar o artigo debruça-se sobre a principal razão dos constrangimentos antigos (e actuais) à teoria evolutiva proposta por Darwin. Nos dias de hoje muitas das publicações de Charles Darwin continuam a ser marcos científicos e representam uma das maiores contribuições de sempre para a ciência. Apesar disso, devido a preconceitos e à ignorância, a teoria da evolução ainda luta para ser aceite em certos meios. Na primeira parte deste trabalho, Darwin é citado para ilustrar o seu pensamento e ideias visionárias e avançadas para o seu tempo sobre a origem e evolução dos primatas (humanos incluídos). Embora em pleno séc. XIX, carregado de influência Vitoriana, os pensamentos de Charles Darwin, sobre os outros primatas e, especialmente, sobre humanos, podem ser considerados livres de preconceitos. A segunda parte deste trabalho parte numa viagem ao passado, há milhares e milhares de anos, desde os ancestrais dos primatas até ao aparecimento dos primeiros primatas bípedes. Esta curtíssima (e resumida) viagem é apoiada não apenas em evidências vindas do registo fóssil mas também em informações vindas da Primatologia e da Etnografia. Finalmente, este trabalho termina com uma resumida descrição dos aspectos mais significativos do comportamento e da organização social dos chimpanzés enquanto modelo referencial para iluminar o processo evolutivo humano.
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