Os vestígios osteológicos humanos do Paleolítico Português: revisão bibliográfica e análise dos dados

Autores

  • Cristina Barroso Cruz Universidade de Coimbra, Departamento de Antropologia
  • Eugénia Cunha Universidade de Coimbra, Departamento de Ciências da Vida https://orcid.org/0000-0003-2998-371X

DOI:

https://doi.org/10.14195/2182-7982_25_4

Palavras-chave:

Paleolítico, Vestígios osteológicos, Evolução humana, antropologia, arqueologia

Resumo

O estudo da evolução humana resulta da conjugação de várias áreas científicas, como a Arqueologia, esta caracterizando os contextos geológicos e socioculturais em cada época, e a Antropologia física, contribuindo para a interpretação dos dados fornecidos pelos vestígios osteológicos humanos. O Paleolítico assume-se como um dos períodos mais importantes no processo evolutivo humano, já que entre os 4,5 milhões de anos e os 10,000 anos, surgiram e extinguiram-se as formas pré-humanas e humanas que estão na origem directa do Homo sapiens. Com o presente trabalho pretende-se compreender que tipo de material osteológico humano deste período existe em Portugal, por meio de uma intensa revisão bibliográfica, e quais as informações daí decorrentes para a compreensão da evolução humana. Os dados revelaram que os vestígios mais frequentes, atribuídos ao Paleolítico português, são os dentes e que os sub-adultos constituem os indivíduos mais representados. Todos os sítios arqueológicos com evidências osteológicas foram identificados em grutas da Estremadura portuguesa, sendo este padrão geográfico distinto do verificado para Espanha. As datações atribuídas aos Neandertais revelaram-se mais recentes do que noutros contextos europeus. Os vestígios osteológicos atribuídos ao Paleolítico português podem ajudar a compreender o padrão de ocupação do território durante a Pré-história.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2008-06-28