Sinais de fogo: análise antropológica de restos ósseos cremados do Neolítico final/Calcolítico do tholos OP2b (Olival da Pega, Reguengos de Monsaraz)
DOI:
https://doi.org/10.14195/2182-7982_25_6Palavras-chave:
Restos ósseos cremados, análise antropológica, sepultura colectiva, Neolítico final/Calcolítico, tholos OP2b, PortugalResumo
Do espólio recuperado na escavação do tholos OP2b, localizado em Olival da Pega, no concelho de Reguengos de Monsaraz, e de cronologia Neolítico final/Calcolítico, foram estudadas 5404 peças ósseas cremadas, 5365 das quais humanas, com vista a obter informações antropológicas de índole paleodemográfica, paleopatológica e tafonómica. O método utilizado consistiu na observação macroscópica recorrendo, quando necessário, à lupa.
Verificou-se que, dos 1927 elementos identificados e inventariados, 91,75% não estavam completos e apresentavam teores de preservação muito baixos. Restos ósseos de, pelo menos, 16 indivíduos, nomeadamente, nove adultos e sete não adultos de distintos grupos etários integravam a amostra, tendo a diagnose sexual revelado quatro sujeitos do sexo feminino e dois masculinos. Foram, também, detectados indícios de patologia degenerativa, metabólica e traumática.
Diferentes graus de combustão, sobretudo peças ósseas alvo de temperaturas baixas da ordem dos 285ºC, e indivíduos cremados em diferentes fases de decomposição decorrem da interpretação dos “sinais de fogo”. Já a frequência do número mínimo de indivíduos por tipo de osso indicia a prática de deposição primária. A presente análise faculta uma série de dados que, certamente, irão contribuir para o conhecimento do perfil dos indivíduos depositados neste monumento megalítico, clarificando também alguns aspectos da Pré-história.
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