A morte do sentido: as experiências traumáticas de guerra e os limites do humano

Autores

  • Luís Quintais Universidade de Coimbra, Departamento de Antropologia, Faculdade de Ciências e Tecnologia

DOI:

https://doi.org/10.14195/2182-7982_23_2

Palavras-chave:

Guerra, condição humana, distúrbio de stresse pós‑traumático, experiência, expressão

Resumo

Com o presente ensaio o autor tenta ponderar a definição de uma condição humana universal à luz de experiências caracterizadas geralmente como experiências limite, como sejam aquelas que se encontram associadas a situações de guerra. Para tal, faz‑se uma investigação nos domínios da psiquiatria pós DSM‑III. Aí, um quadro nosológico específico, o distrúrbio de stresse pós‑traumático, dá forma classificatória às consequências traumáticas das experiências de guerra. Argumenta‑se que experiências limite não implicam uma humanidade essencial (com todas as inflexões morais que lhe poderíamos reconhecer) e uma suspensão do sentido (uma espécie de neutralidade interpretativa), mas trazem com elas novas e talvez insuspeitadas formas de atribuição de sentido.

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Publicado

2006-06-28