Terrenos incertos: antropologia e consciência
DOI:
https://doi.org/10.14195/2182-7982_21_6Palavras-chave:
Antropologia, consciência, indivíduo, socialidade, experiênciaResumo
A ruptura com a ideia de representação, edificada com a crise epistemológica da década de 1980, e que teve como corolário a problematização dos conceitos de sociedade e cultura, veio impor um debate na teoria e prática antropológicas. O indivíduo, elemento marginal à construção do saber nas ciências modernas, tem vindo a insinuar-se progressivamente no pensamento antropológico. Ao invés da sua anterior exclusão metodológica, a sua inclusão é hoje desejável, não apenas pela tentativa de superação de uma relação entre sujeito e objecto ideológica e politicamente assimétrica, mas também, pelo seu reconhecimento como agente. Neste sentido, os terrenos circunscritos pelas diversas disciplinas modernas têm vindo a permear-se, como forma de enriquecimento da produção do conhecimento. Como tal, uma incursão nas ciências da mente mostra-se pertinente. Assumindo a proposta de Csordas (1994), do corpo como terreno existencial da cultura e fazendo uso de uma postura metodológica assente numa abordagem fenomenológica à socialidade, é considerada a relevância de uma antropologia da consciência.
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