Oral tori in a sample of the Spanish university students: prevalence and morphology
DOI:
https://doi.org/10.14195/2182-7982_21_13Palavras-chave:
Torus palatinus, torus mandibularis, torus maxillaris, população espanholaResumo
Os tori orais são espessamentos do tecido ósseo que ocorre em diferentes partes do maxilar e da mandíbula. Estes caracteres discretos foram estudados em 278 estudantes universitários espanhóis, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 39 anos. Os tópicos da investigação foram o estudo da sua presença ou ausência e da variabilidade morfológica (análise da localização, do grau de desenvolvimento, da forma e da simetria). Na amostra não foi encontrado dimorfismo sexual nos três tori orais estudados (torus palatinus 44.3%, torus maxillaris 50.7%, torus mandibularis 54.7%). Somente 20,3% dos indivíduos apresentavam todos os tori. O torus palatinus encontrava-se bem desenvolvido em 52,9% dos indivíduos e tinha uma forma não lobular, sendo mais frequente na parte média ou na média-posterior do palato. O torus maxillaris era simétrico no maxilar e assimétrico nas superfícies bucal e lingual do mesmo lado. Todos mostraram uma forma simples na superfície bucal e múltipla na lingual. A sua localização era média-posterior na superfície bucal e posterior na lingual. Quanto ao torus mandibularis apresentava-se simétrico e com elevado grau de desenvolvimento. Em todos os casos tinha localização medial e a forma múltipla era a mais frequente. A análise da distribuição mundial relativamente à sua prevalência leva-nos a rejeitar a hipótese tradicional de que os tori orais ocorrem com maior frequência nas populações das regiões árticas e subárticas mas corroboram a hipótese de uma origem genética como factor mais importante para a sua etiologia.
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