Somatotipologia e imagem corporal em bailarinas

Autores

  • Manuel Coelho e Silva Universidade de Coimbra, Centro de Estudos do Desporto Infanto-Juvenil, Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física
  • Joana Jerónimo Universidade de Coimbra, Centro de Estudos do Desporto Infanto-Juvenil, Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física

DOI:

https://doi.org/10.14195/2182-7982_18_3

Palavras-chave:

Somatótipo, imagem corporal, bailarinas

Resumo

Admitindo a existência de variações da pressão social que condiciona a ansiedade relativa ao corpo em grupos particulares de prática de actividades físicas, o presente estudo compara um grupo de bailarinas de dança moderna com um grupo de controlo de jovens adultas moderadamente activas. Foram observadas 22 bailarinas (22,3±1,8 anos) da Companhia de Dança de Aveiro e da Escola Superior de Dança de Lisboa e 16 sujeitos do sexo feminino moderadamente activos (21,9±1,4 anos). O protocolo antropométrico incluiu as medidas necessárias à determinação do somatótipo segundo o método de Cárter e Heath (1990). Foram aplicados questionários para aceder aos motivos invocados para a prática de actividades desportivas, medos e receios referenciados ao corpo, convicções referenciadas ao corpo, autoconceito e satisfação com o corpo. A percepção da imagem corporal foi acedida através de um conjunto de 10 silhuetas. Comparativamente a um grupo moderadamente activo, as bailarinas apresentam valores significativamente inferiores de endomorfismo (p<0,01) e superiores de ectomorfismo (p<0,01), mostram maior receio e medo referenciados ao corpo na dimensão aparência física (p<0,05), revelam-se menos satisfeitas com o apetite (p<0,05), com o peito (p<0,05), com os dentes (p<0,05) e com a sensibilidade à opinião dos outros (p<0,0l) e, por outro lado, estão mais satisfeitas com os talentos artísticos (p<0,01) e gosto artístico e literário (p<0,05). Os motivos mais pontuados pelas bailarinas para justificar a sua participação são “melhorar as capacidades técnicas”, “manter a forma” e “aprender novas técnicas”, enquanto que para o grupo de controlo são “fazer exercício”, “estar em boa condição física” e “manter a forma”. A distância atitudinal (SAD) entre a silhueta seleccionada como mais próxima da imagem corporal e o somatótipo real é menor para o grupo das bailarinas (p<0,01), sugerindo melhores competências de identificação da imagem corporal.

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Publicado

2001-06-28