De «patêgos» e «saltins»: itinerância, fronteira e comunidade no circo
DOI:
https://doi.org/10.14195/2182-7982_18_4Palavras-chave:
Comunidade, circo, itinerânciaResumo
O que leva o circo a viajar? Mais do que apenas o resultado de um imperativo de sobrevivência ou um elemento performativo central, este artigo propõe que a itinerância das companhias constitui uma forma de vida que se transmite de pais para Filhos, num processo de reprodução que articula a organização familiar, a condição profissional e a mobilidade espacial. Seguindo os vários momentos da viagem, procurar-se-á compreender de que forma a itinerância se inscreve nas vidas dos indivíduos, concedendo-lhes uma percepção singular de si mesmos e do mundo em que vivem. No meio circense, onde as fronteiras administrativas são pouco mais do que abstracções sem grande importância, a itinerância constitui o elemento que permite a clara demarcação das fronteiras simbólicas da comunidade.
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