Arte Rupestre - Imagens Científicas: a constituição dialógica da arte paleolítica do Côa
DOI:
https://doi.org/10.14195/2182-7982_17_7Palavras-chave:
Arte rupestre, percepção, discursos científicos, arqueologia portuguesa, Vale do CôaResumo
Este artigo recorre à noção de estória dialógica apresentada por Edward Bruner e Phyllis Gorfain para pensar os processos sociais e políticos que se encontram subjacentes à descoberta arqueológica das gravuras paleolíticas do vale do Côa. Procura-se demonstrar como os discursos sobre as gravuras foram produzidos no interior da comunidade arqueológica, em interacção com discursos por ela anteriormente elaborados, difundidos e suportados, e, em particular, com os de Leroi-Gourhan, inseridos numa narrativa sobre a história da disciplina que os legitima, e respondem às versões alternativas que se lhes opõem - neste caso, aos discursos dos especialistas em datação absoluta sobre a cronologia pós-paleolítica das gravuras. Conferindo especial atenção aos processos de visualização, este artigo procura também demonstrar como se constituíram as imagens científicas das gravuras do Côa que estruturam a sua de (per si) difícil percepção.
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