Comportements Culturelles et Fécondité Maximum en Afrique Tropicale
DOI:
https://doi.org/10.14195/2182-7982_15_6Palavras-chave:
Comportamento reprodutivo, África, monogamia, poligenia, sucesso reprodutivoResumo
O valor adaptativo dos comportamentos reprodutivos é analisado numa população africana tradicional do sul da República do Tchad (Sara Madjingaye), através de dados obtidos entre 1968 e 1973. Tal como na maior parte das sociedades africanas, os valores culturais convergem no sentido de maximizar a fecundidade. O estudo da fecundidade feminina mostra que as circunstâncias que surgem das historias matrimoniais individuais (um ou mais casamentos sucessivos, ligações monogâmicas ou poligínicas) são as principais causas das diferenças no sucesso reprodutivo, enquanto que as taxas de sobrevivência das crianças não apresentam diferenças significativas. A fecundidade masculina apresenta variações importantes sobretudo encontradas em sociedades que praticam a poligamia, mas as taxas de sobrevivêcias das crianças não parecem diferir entre relações monogâmicas e poligínicas. Na altura em que foi efectuado o inquérito, a população estava ainda longe de atingir a capacidade de carga do seu ambiente. Isto significa que a sua atitude pro-natalista que permitia um crescimento demográfico moderado poderia ter sido adaptativa.
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