"Memórias da Amazônia..." na Amazónia

Autores

  • José António B. Fernandes Dias Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes | Universidade de Coimbra, Departamento de Antropologia

DOI:

https://doi.org/10.14195/2182-7982_14_7

Resumo

Expôr não é uma actividade neutra. Nos últimos anos a Exposição, e o Museu, mudaram de estatuto - tornaram-se um terreno politizado e um espaço de debate, e vêem sendo tema de investigação intelectual, e artística. Na sequência disso têm sido feitos, um pouco por todo o mundo, experimentos de exposição que procuram explorar possibilidades inovadoras, que vão integrando os resultados desse debate, e tomando nele um papel activo. E se isto vale para Museu e Exposição de qualquer tipo, as coisas estão mais complicadas, à nascença, quando se trata de expôr objectos e formas culturais provenientes de sociedades a que os conceitos de Museu e Exposição, instituições eminentemente ocidentais, e o tipo de relação com as coisas que eles instauram, são alheios. Como acontece com os objectos de povos indígenas da Amazónia que há mais de duzentos anos foram recolhidos e vêem sendo conservados em museus portugueses, e que agora se apresentam em Manaus.

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Publicado

1997-06-28