Dois corpos objetificados: igualdade nas representações publicitárias?

Resumo

Inerentes às construções sociais de sexo e género estão assimetrias de poder históricas, que por sua vez podem ser veiculadas pela publicidade. Neste artigo,
pretendemos analisar e refletir sobre as práticas representacionais publicitárias contemporâneas e as suas possíveis contribuições para a manutenção das desigualdades sociais entre os géneros. Através de revisão de literatura e de um estudo de caso comparativo pretendemos responder a duas questões: a primeira é se tanto os corpos femininos como os masculinos foram objetificados e sexualizados nas representações publicitárias; e a segunda é se estas representações veiculam estereótipos de género em simetria de poder. Conclui‑se que não obstante a tímida e ultra recente igualdade no que concerne à
objetificação dos corpos, a representação de feminilidade e masculinidade está ainda assente em idealizações arcaicas que são mantidas nas culturas visuais e que têm um impacto determinante na vida real dos homens e das mulheres, continuando a contribuir para um desequilíbrio social entre os indivíduos.

Palavras-chave

publicidade, representações, feminilidade, masculinidade, assimetrias

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Publicado
2018-12-28
Como Citar
FIGUEIREDO, Ana Filipa da Fonseca; PACHECO, Daniela Filipa de Abreu. Dois corpos objetificados: igualdade nas representações publicitárias?. Mediapolis – Revista de Comunicação, Jornalismo e Espaço Público, [S.l.], n. 7, p. 121-136, dez. 2018. ISSN 2183-6019. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/mediapolis/article/view/6112>. Acesso em: 23 mar. 2019.