Género e receção mediática no Estado Novo

Resumo

Baseado em testemunhos femininos relativos ao período entre as décadas de 1940 e 1960, este texto procura dar um contributo para a compreensão da forma como a receção mediática por parte das mulheres portuguesas foi obrigada a encontrar o seu espaço de articulação com a vida quotidiana no interior do contexto constrangedor e da cultura patriarcal no Portugal do Estado Novo, nos termos da sua hegemonia moral e das rígidas fronteiras que impunha aos papéis de género. Através de entrevistas biográficas com mulheres nascidas nas primeiras décadas do regime salazarista, abordamos alguns modos de receção da rádio e da televisão na medida em que eles configuravam uma adaptação dos então ‘novos media’ a regimes censórios profundamente interiorizados no que respeita a comportamentos e relações de género.

Palavras-chave

rádio, televisão, receção, género, Estado Novo

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Publicado
2018-12-28
Como Citar
CARVALHEIRO, Ricardo; SILVEIRINHA, Maria João. Género e receção mediática no Estado Novo. Mediapolis – Revista de Comunicação, Jornalismo e Espaço Público, [S.l.], n. 7, p. 199-213, dez. 2018. ISSN 2183-6019. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/mediapolis/article/view/6117>. Acesso em: 18 ago. 2019.