Não escrito nos registos: um caso raro de desaparecimento ipsilateral da cabeça e colo do fémur e outras anomalias ósseas num esqueleto feminino da Coleção Luís Lopes (Lisboa, Portugal)
DOI:
https://doi.org/10.14195/2182-7982_42_4Palavras-chave:
Paleopatologia, fratura da bacia, atrofia por desuso, assimetria óssea, invalidezResumo
Este artigo tem como objetivo descrever um caso paleopatológico consistente com um traumatismo da anca em idade pediátrica, discutindo as suas etiologias e implicações a longo prazo para a vida do indivíduo. O caso estudado é um esqueleto bem preservado de um indivíduo do sexo feminino (Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Universidade de Lisboa) que faleceu em Lisboa, em 1954, com 54 anos de idade. As alterações ósseas foram estudadas macroscópica e radiologicamente e complementadas com o diagnóstico diferencial. O estudo revelou ausência ante mortem da cabeça e do colo do fémur esquerdo, acentuado encurtamento e estreitamento do coxal esquerdo e alterações no acetábulo. Observou- -se ainda atrofia por desuso do membro inferior esquerdo, com exceção dos metatársicos e falanges dos pés, torção do colo do fémur direito e osteoartrose severa no joelho direito. Uma fratura traumática que afetou o acetábulo e a extremidade proximal do fémur esquerdo durante a fase de desenvolvimento ósseo do indivíduo poderá explicar o espetro de alterações observadas no esqueleto pós-craniano, no entanto, outras condições, como artrite séptica da anca, foram também consideradas no diagnóstico diferencial. É provável que essas fraturas tenham interrompido o fornecimento de sangue, levando à necrose e subsequente reabsorção da cabeça femoral, associada a ajustes na forma do acetábulo e atrofia do membro inferior. Casos de trauma pediátrico podem impactar fortemente a vida do indivíduo afetado, já que podem gerar complicações perniciosas
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