O sonho como autoengano em Sêneca
DOI:
https://doi.org/10.14195/1984-249X_35_25Palavras-chave:
Sêneca, Sonho, ConhecimentoResumo
Na Antiguidade greco-romana, notadamente no bojo do pensamento filosófico, o sonho constitui a interface entre o mítico-religioso e o psíquico-racional, algumas vezes indicando seu conflito, outras vezes seu lugar de intersecção. No entanto, se divinos, tendem a ser beneficentes, prevendo tragédias ou inclusive permitindo a aplicação de terapias curativas; se relativos às vicissitudes próprias da psique, tendem a ser malsãos e tanto do ponto de vista de um desvio ou obnubilação da razão desperta, quanto, e como seu corolário, da incapacidade de exercer o conhecimento e acessar o real. Sêneca, demonstrar-se-á aqui, é o porta-voz dessa última perspectiva.
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