Observações sobre "o igual" e "os iguais": Fédon 72e‘77a
DOI:
https://doi.org/10.14195/1984-249X_17_5Palavras-chave:
Platão, Fédon, Reminiscência, "os iguais/o igual"Resumo
Embora a reminiscência platônica relacione dois saberes diferentes “ um captado a partir das sensopercepções, outro concebido no pensamento “, encarando -a de um ponto de vista ontoepistemológico, proponho vê -los como um ato cognitivo único, descrito de perspectivas complementares. apesar de a captação e concepção do saber no pensamento só ocorrer a partir, ou depois, da captação de "algo" a partir das sensopercepções (74c, 75a, b, e, 75e -76a), é ao tipo de entidades concebidas no pensamento que o conhecido (73c, d) a partir das sensopercepções (74d) se refere e com ele que se compara (75b, 76d -e). Como teoria sobre a cognição e a aprendizagem, a reminiscência consiste nesta recíproca remissão dos saberes: um, captado a partir da percepção de "algo"; o outro, concebido como um conteúdo cognitivo ínsito na alma, subsequentemen-te recuperado pela experiência das percepções (76d -e; Men. 82--86; Phdr. 249b -c). Esta interpretação é possível se, no exemplo apresentado, o que é percebido não forem predicados atribuí-dos a paus e pedras iguais ou desiguais, mas "os próprios iguais" (74b): imagens do Igual, que "tomam como modelo" e ao qual se referem. Como concepção e teoria sobre a aquisição do saber, iniciada "pelo uso das sensopercepções", a reminiscência con-siste no processo gradual pelo qual a alma recupera o saber que é próprio dela (75e; Phdr. 249b ss.)
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