José Leite de Vasconcellos: nos caminhos de Prometeu

  • Maria do Sameiro Barroso

Resumo

Na poesia de José Leite de Vasconcellos (1858‑1941), fundador do Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa, deflagra a avidez sem limites do seu anseio de conhecimento. Esta característica que norteia a sua vida, a sua obra, e se mantém em toda a sua poética, configura a proposta de leitura deste artigo. José Leite de Vasconcellos, à luz do mito de Prometeu, é portador da chama libertária, paradigma de humanismo, na Antiguidade, mas aponta também estigmas da hybris antiga que se projectará tragicamente no século XX, no qual assistimos à desumanização e à perda de valores que desvirtuam o progresso, proporcionado pela investigação e pelos avanços da ciência, questionando a própria projecção emblemática do mito.

Palavras-chave

José Leite de Vasconcellos, mito de Prometeu, humanismo, literatura, investigação científica

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Publicado
2014-12-29
Como Citar
BARROSO, Maria do Sameiro. José Leite de Vasconcellos: nos caminhos de Prometeu. Boletim de Estudos Clássicos, [S.l.], n. 59, p. 167-173, dez. 2014. ISSN 2183-7260. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/bec/article/view/4938>. Acesso em: 05 set. 2019.
Secção
Tradição Clássica