Mecanismos de rotura de fundações superficiais para o cálculo de valores característicos dos parâmetros resistentes do solo
DOI:
https://doi.org/10.14195/2184-8394_167_5Palavras-chave:
mecanismos de colapso, valores característicos das propriedades do terreno, fundações superficiaisResumo
A actual tendência para que os valores representativos das propriedades dos terrenos, em particular das propriedades resistentes, sejam valores característicos, isto é, sejam valores determinados através de procedimentos estatísticos, veio reforçar a ideia de que tais valores podem ser, como casos limite, estimativas cautelosas da média, se o estado limite em causa não for sensível à variabilidade espacial, ou estimativas de um valor inferior, se o estado limite em causa o for. A maior ou menor sensibilidade à variabilidade espacial dependerá, naturalmente, dessa variabilidade mas igualmente da dimensão do mecanismo de rotura que, portanto, importa conhecer. Tal mecanismo dependerá, ele próprio, da variabilidade do terreno, mas para efeitos de projecto parece razoável considerar o mecanismo correspondente ao caso de solo admitido homogéneo. No presente trabalho obtém-se numericamente os mecanismos de rotura associados a fundações superficiais, considerando diversos ângulos de resistência ao corte (admitindo condições drenadas) e diversas profundidades da fundação (admitindo condições drenadas e não drenadas) e apresentam-se os valores das suas profundidade e extensão lateral. Recorre-se ao programa mechpy, desenvolvido no Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que, através de um método de Análise Limite por Elementos Finitos, comummente designado por FELA (do acrónimo inglês Finite Element Limit Analysis), permite determinar as cargas de colapso com base nos teoremas estático e cinemático
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