Brasil, África e a (re)organização do discurso colonial em Eça de Queirós
DOI:
https://doi.org/10.14195/3051-8601_31_2Palavras-chave:
Eça de Queirós, Fradique Mendes, Gonçalo Ramires, discurso colonial, autoconsciênciaResumo
A fim de compreender mais um aspecto da produção de efeito ambíguo nas obras ulteriores de Eça de Queirós – a saber, A correspondência de Fradique Mendes e, particularmente, A ilustre casa de Ramires – buscamos pensar os silêncios, emudecimentos e lacunas diversas que, antes de omitirem-se, produzem constantes sentidos às elaborações ficcionais do Brasil, presente na carta de Fradique a Eduardo Prado, e do continente africano de Gonçalo Ramires. Nossa hipótese, portanto, caminha em pensar a organização, ou a reorganização dos discursos, ideais e, em um sentido mais amplo, do arcabouço ideológico colonial oitocentista em Eça de Queirós que, em nossa leitura, busca produzir diferentes efeitos a partir da autoconsciência representacional desses mesmos discursos coloniais.
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