Ironia e colonialismo em A ilustre casa de Ramires de Eça de Queirós

Autores

  • Helder Garmes Universidade de São Paulo, SP

DOI:

https://doi.org/10.14195/3051-8601_31_4

Palavras-chave:

Eça de Queirós, A ilustre casa de Ramires, colonialismo, ironia

Resumo

Retomando o texto de Mário Sacramento, Eça de Queirós – uma estética da ironia, de 1945, a atual comunicação pretende investigar a ideia de colonialismo presente em A ilustre casa de Ramires. O referido romance foi lido por grande parte da crítica de forma bastante conservadora, identificando ali uma forte adesão do escritor ao neocolonialismo português, que caracterizará poucos anos depois a política salazarista. Busca-se demonstrar neste trabalho as ambiguidades que a ironia estrutural do romance produz acerca da viagem de Gonçalo para África ao final do romance; viagem que lhe proporcionou um maior enriquecimento a partir da exploração de um prazo na então colônia de Moçambique.

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Publicado

2025-12-28

Edição

Secção

Artigos