“Pois dize tu a El-Rei, …”: Estética de conversação e linguagem arcaizante em A Ilustre Casa de Ramires
DOI:
https://doi.org/10.14195/3051-8601_31_5Palavras-chave:
conversação, decadência, diletantismo, rudeza, literatura góticaResumo
Neste estudo empreender-se-á uma análise da cultura de conversação provinciana em A Ilustre Casa de Ramires, na qual se destacam o fidalgo Gonçalo Ramires e André Cavaleiro, o político-dândi de Oliveira. Perante o diletantismo e a conversação, a tentativa de recuperar a palavra como apelo para a ação fica pela imersão num passado medieval idealizado, numa linguagem arcaizante. Nos avanços e recuos de Gonçalo ao escrever a novela A Torre de D. Ramires espelha-se – de uma forma não isenta de autoironia – o dilema de um Eça que se quer afastar do perfil de escritor- -dândi, procurando uma saída da decadência nacional. Isto constitui não só um problema ético-moral, mas também discursivo. Contudo, A Ilustre Casa de Ramires não consegue uma superação da conversação tal como acontece em A Cidade
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