O último dos Ramires ilustres
DOI:
https://doi.org/10.14195/3051-8601_31_7Palavras-chave:
Eça de Queirós, A Ilustre casa de Ramires, figuração do protagonista, nacionalismo, colonialismoResumo
Com observa Ofélia Paiva Monteiro, A ilustre casa de Ramires (1900) se constrói em torno de Gonçalo a ponto de adquirir o cariz de “romance de personagem” (2014). Sendo assim, proponho aqui uma interpretação do protagonista e do romance baseada na análise de estratégias técnico-narrativas, recursos “retórico-discursivos”, vinculados a “dispositivos acionais” (ação e motivação), que sustentam a “figuração” (Reis, 2015) de Gonçalo Mendes Ramires. Nos termos teóricos de Jens Eder (2014), observo a personagem enquanto “artefacto textual” e “ser ficcional” (com corpo, mentalidade, sociabilidade, agência) para compreender sua representação “temática/ simbólica” e sua relação “sintomática” com o contexto de produção/recepção da obra, especificamente no que se refere ao nacionalismo e ao colonialismo.
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