Teodoro entre o Ser e o Parecer
DOI:
https://doi.org/10.14195/3051-8601_29-30_5Keywords:
narração autodiegética, paródia, ironia humoresque, O mandarim, Eça de QueirósAbstract
Nesse trabalho intentamos analisar a personagem Teodoro, de O mandarim, e de sua figuração enquanto processo discursivo dinâmico desenvolvido ao longo da enunciação autodiegética. Busca-se discutir em que medida a utilização desse recurso matizado pela intenção memorialista e olhar distanciado implica na construção de um retrato paródico do típico burguês. Como há dissonância entre o que Teodoro narrador descreve e o que as ações exageradas e cômicas do personagem deixam entrever, a narração exige a participação ativa do leitor, levando-nos a problematizar o delineamento deste protagonista e propor que ele congrega uma diversidade de caracteres ligados ao cômico, à ironia, à paródia e à ambiguidade, resultando em um retrato do burguês, porém, mais complexo que um tipo.
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