‘Filosofia’, orientalismo e naturalização da mundividência burguesa em O mandarim, de Eça de Queirós
DOI:
https://doi.org/10.14195/3051-8601_29-30_6Keywords:
orientalismo, burguesia oitocentista finissecular, O mandarim, Eça de QueirósAbstract
Propõe-se aqui ler O mandarim, de Eça de Queirós, a partir da ideia de que há uma busca de naturalização da visão de mundo que possui o narrador-personagem, Teodoro. Ao contrário do quer nos fazer crer, isto é, que todo e qualquer ser humano, tal como ele, mataria o mandarim, o que temos ali é a busca de impor como única realidade possível a maneira como a burguesia concebe o ser humano. Não nos apresenta uma perspectiva filosófica da natureza humana, mas sim seu comprometimento com a consciência culpada da burguesia oitocentista finissecular, resultante de uma mundividência historicamente construída.
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